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Gestores de Defesa Civil debatem sobre os desastres naturais no Brasil

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Começou hoje na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, a VIII Reunião Deliberativa do Conselho Nacional de Gestores Estaduais de Proteção e Defesa Civil, presidido pelo Secretário da Defesa Civil do Amazonas e Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, coronel Roberto Rocha. O encontro faz parte das atividades da Semana Nacional de Redução de Desastres e das comemorações de sete anos de criação do Conselho. Ao todo 20 Secretários de Estado participam do evento. 
 
“O Brasil é país propenso a desastres naturais. Nos encontros do CONGEPDEC procuramos trocar experiências e fortalecer as ações de Proteção e Defesa Civil, tendo em vista que cada Estado tem peculiaridades geográfica e hidrográfica e ainda um método diferenciado de preparação e resposta”, enfatizou o coronel Roberto Rocha.
 
Palestras
 
A primeira palestra do dia abordou o tema “Sistema de Alerta e Alarme Sonoro para Desastre”, ministrada pelo coronel Luiz Guilherme Ferreira dos Santos, Superintendente Operacional do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro.

Nos anos de 2010 e 2011, em consequência das fortes chuvas, 1.221 pessoas morreram no Rio de Janeiro, tanto na capital, como em municípios como Niterói, Angra dos Reis e Bom Jardim. A situação emergencial levou a implantação do Programa de Proteção e Preparação de Comunidades contra Desastres Naturais. Entre as ações adotadas, o gestor destaca o mapeamento de riscos geológicos e hidrológicos e a implementação de sistemas de alerta e alarme por sirene.

“Nós capacitamos seis mil agentes comunitários nos sistemas de alerta. Entendemos que não se faz Defesa Civil sem o envolvimento da comunidade, que hoje já segue as rotas orientadas durante as emergências e já possui a percepção de risco”, disse.
 
Ciclo de Debates
 
No segundo ciclo de debates, a Secretária Estadual de Proteção e Defesa Civil do Piauí, Simone de Araújo, apresentou o sistema de resposta adotado nos municípios do Estado, em situações emergenciais.

“Nosso maior problema no Piauí é a falta de água. A seca sempre requer da Defesa Civil ações enérgicas e o que nos falta hoje é um fundo de reserva. Sempre há a necessidade de recorrer a União”, relatou a Secretária.

Natal, no Rio Grande do Norte, anfitriã do evento, é outro exemplo de cidade que sofre o impacto socioeconômico, mas neste caso, devido as fortes chuvas. No mês de junho, período da copa do mundo, a capital decretou Estado de Calamidade Pública, por conta do deslizamento de terras em bairros como Mãe Luíza e Petrópolis. Essa situação foi apresentada no encontro pelo Secretário de Estado de Proteção e Defesa Civil/RN, tenente-coronel, Josenildo Aciole Bento.

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