
Lincoln da Cruz de 24 anos estava enjuriado e revoltado, começou a cantar "Garçon aqui nessa mesa de bar, você já cansou de escutar centenas de casos de amor", a cantoria deu certo e o rapaz acordou na cama com a adona do bar e foi contratado como garçon.
Isso foi há alguns anos, mas me lembro bem. Larguei a esposa e fui encher a cara. Estava muito bêbado, comecei a cantar e até coloquei uma ficha na maquininha , com “Garçom” bem alto. A dona veio me consolar. Foram as duas primeiras conquistas que o Reginaldo me deu, emprego e mulher. Quer dizer, mulher, não, porque era casada. Mas sempre alguém tem que ser corno, né? — ponderou Lincoln, que bebeu também a morte do cantor.
E nos bares do Brasil os garçons só queriam chorar. Muitos donos de bares afirmam que a procura pelas músicas do Rei do Brega está grande e que separaram a coletânea para que os fãns pudesse chorar e beber a vontade.
Enoque Valdevino, pernambucano de Orobó, foi um dos clientes. Comprou um disco com quase 20 faixas, mas “vai furar” a de número quatro: “Mon amour, meu bem, ma femme”. Tocou no meu casamento. Hoje completo 17 anos de casado e “Dona Maria” vai gostar de ouvir. Serve como homenagem aos dois. Já tenho todos os CDs dele, mas é sempre bom mais um, porque sempre furo.
O garçom Francisco Claudio da Silva disse que as músicas são hinos para os cornos, "Foi hino do meu primeiro chifre, que tomei lá em Fortaleza. Mas também já conquistei muita menina com a música dele. Consolo todas que aparecem. E assim a vida segue" contou.



