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Faustão solta o verbo ao falar sobre repercussão de "Babilônia" e afirma que o Brasil precisa ter mais tolerância

Fausto Silva disse na noite deste domingo (12) que o Brasil ainda "precisa trabalhar muito a questão da tolerância". A declaração do apresentador surgiu ao repercutir cenas que envolvem o casal lésbico Teresa (Fernanda Montenegro) e Estela (Nathalia Timberg) em "Babilônia", justamente o casal que provocou polêmica na internet e gerou até um pedido de boicote pela parcela mais conservadora do público.

"E, aliás, um país como o nosso precisa trabalhar muito a questão da tolerância, que é um problema mundial, universal, e a novela mexe muito com isso, nessas feridas", disse Fausto Silva durante o seu programa. "Se cada um sentasse no seu rabo, e não ficasse olhando para o outro, a vida seria muito melhor para todo mundo, não é verdade?", completou o apresentador, em seguida.

Fausto não se aprofundou nas críticas, mas ganhou o apoio de Chay Suede, ator que interpreta Rafael, filho do casal lésbico na novela. "As pessoas têm o direito de pensar, crer, amar da forma como elas quiserem. E as outras pessoas, por mais que elas pensem da forma contrária, elas não têm nada a ver com isso", afirmou Suede. "Na novela, a gente fala sobre a tolerância sexual, pelo fato de ter um casal lésbico, o preconceito de idade --para muita gente, duas pessoas com idade avançada não podem se amar", declarou o ator", finalizou.

Em entrevista ao UOL, o autor Ricardo Linhares garantiu que as tramas do casal não serão alteradas, e que o público pode esperar novos beijos gays, porque, segundo o escritor, a ideia é mostrar um casamento como outro qualquer.

"Haverá beijos, selinhos, abraços, demonstrações de afeto do casal, sem necessidade de alarde. O beijo não é um evento. Não é feito para chocar. É natural num casal. E eu gostaria que tanto os beijos quanto a família homoafetiva de Teresa, Estela e Rafael (Chay Suede) fossem encarados com naturalidade. Há cada vez mais famílias assim, ou de formação heterodoxa, na moderna sociedade brasileira, basta olhar em volta. Infelizmente, algumas pessoas se deixam levar pelo fundamentalismo religioso, com argumentação anacrônica, ignorando a pluralidade da formação das famílias contemporâneas", disse ele.

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