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Ex-apoiador, Fagner desabafa sobre Bolsonaro: 'atuação ridícula'

Por Portal Do Holanda

15/12/2020 16h57 — em
Famosos & TV


Cantor apoiou Bolsonaro em 2018, mas se arrependeu, e agora fala sobre bastidores de foto no avião. - Foto: Reprodução/Instagram

O cantor Fagner, que apoiou Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, mudou muito de ideia ao acompanhar o primeiro mandato do presidente, e fez fortes críticas ao governo:  "A atuação do Bolsonaro é ridícula. Ninguém está precisando ouvir as loucuras que ele fala, mas de paz. Ele tem é que trabalhar pelo Brasil. A maneira como se comporta não é a de um presidente. Quero que governe! Nunca fui petista. Mas já votei em Lula. Mesmo quando eu era filiado ao PSDB. Tivemos uma relação próxima. Mas todos nós nos decepcionamos", disse em entrevista ao jornal O Globo. 

Fagner falou, também, sobre como conheceu Bolsonaro e como a sua foto do encontro se tornou pública: "Nas últimas eleições, amigos me estamparam decalques do Haddad e foi uma confusão. Aí fiz um vídeo declarando meu apoio a Bolsonaro. Conheci ele no avião. [Ele]  se fotografou comigo dizendo que era para a mulher, mas publicou no Instagram. Fiquei meio assim? Ele queria que eu descesse com ele em uma manifestação que o esperava. Falei que estava comprometido com o Ciro Gomes", afirmou.

Quando Jair Bolsonaro venceu Fernando Haddad na eleição, o cantor ainda falou com o presidente. Depois disso, a situação mudou e segundo o cantor, o político não falou com ele da última vez que eles se viram:  "No dia que Bolsonaro ganhou, eu disse: "Agora, você é o presidente, tome conta do Brasil". Nunca mais estive com ele. Cantei o Hino Nacional na posse do (Luiz) Fux (Supremo Tribunal Federal), e Bolsonaro mal olhou para mim. Estou pouco ligando",  contou. 

O cantor afirma que não aprova como Bolsonrao está governando o Brasil: "Parece que está em surto, um psicólogo podia dar uma força (risos). Tenho respeito pelo Tarcísio (Gomes de Freitas), ministro da Infraestrutura; para Paulo Guedes, não há como não tirar o chapéu. Mas esse deboche com que Bolsonaro se dirige à nação é inadmissível. Não acredito no que diz. Tenho amigos nessas queimadas pelo Brasil, gente na Defesa Civil de Brumadinho, Mariana? Para quem coloca "votou em Bolsonaro" no meu Instagram, quero dizer: votei para que tocasse o Brasil, não para falar besteira". 

Polêmicas - No seu novo álbum 'Sereneta', que será lançado na próxima sexta-feira, constará a música Valsinha, de Vinícius de Moraes e Chico Buarque, com quem teve desentendimentos. Ele ficou apreensivo de escolher a canção devido às divergências com Chico: "Até pensei 'será que ele vai deixar eu gravar?'. Acho que deixou, né, o que já é uma bandeira branca. Se ele não achar que assassinei a música, vai ser uma maravilha. Tenho vontade de dar um abraço no Chico", declarou.

Ele também relembrou os desentendimentos com Caetano Veloso: "Eu falava umas coisas do [Novos] Baianos, e Caetano ficou chateado. Às vezes, não entendem brincadeira de cearense". 

Já sobre Belchior, o cantor ainda parece guardar aguma mágoa. O colega morreu em abril de 2017. "Sofri muito na mão dele, não consigo relevar totalmente".


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O Portal do Holanda foi fundado em 14 de novembro de 2005. Primeiramente com uma coluna, que levou o nome de seu fundador, o jornalista Raimundo de Holanda. Depois passou para Blog do Holanda e por último Portal do Holanda. Foi um dos primeiros sítios de internet no Estado do Amazonas. É auditado pelo IVC e ComScore.

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