Estrelas. O preço médio das fotos comercializadas ficou em torno de R$ 30 mil, mas, evidentemente, estrelas internacionais como o brasileiro Vik Muniz e o espanhol Ballester alcançaram valores superiores a US$ 55 mil por foto. O maior comprador da feira não é de São Paulo, mas a Fundação Edson Queiroz, de Fortaleza, que arrematou não só séries de nomes consagrados, como Sebastião Salgado, como de jovens fotógrafos paulistas, destacando-se Flávio Samelo, que abandonou a pintura para fotografar skatistas e, depois, formas arquitetônicas da metrópole, fazendo reviver a estética do movimento concreto.
Samelo virou um fenômeno comercial na feira: a fundação cearense comprou toda a parede do fotógrafo em exposição na Galeria Logo, representante também de Fabiano Rodrigues, skatista profissional que virou fotógrafo e ficou conhecido por autorretratos dedicados ao registro de suas evoluções em museus da cidade (expostos na Bienal de Fotografia do Masp, em cartaz). Lançado na SP-Arte/Foto do ano passado, dele também foi vendida toda a série exposta na feira, segundo sua galerista Carmo Marchetti. Detalhe: o preço das fotos dos dois oscilou entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, três vezes menos que as fotos vintage comercializadas na feira por galerias como as de Luciana Brito e Jacqueline Martins e por representantes de três grandes fotógrafos dos anos 1950 e 1960: Ademar Manarini, José Yalenti e Paulo Pires.
Cinco fotos desses nomes ligados aos primórdios da foto experimental no Brasil foram vendidas a uma instituição de Ribeirão Preto por preços entre R$ 20 mil e R$ 35 mil, segundo a curadora da mostra vintage, Isabel Amado. "São fotos históricas e não queríamos vender para particulares", justifica. Igualmente histórico era o time representado pela Galeria Luciana Brito: Geraldo de Barros (1923-1998), Thomaz Farkas (1924-2011) e Gaspar Gasparian (1899-1966). Variando entre R$ 16 mil e R$ 40 mil, os preços atraíram novos colecionadores, segundo a galerista, que passou, na feira, a representante exclusiva do espólio de Farkas. O concretista Geraldo de Barros liderou as vendas. "Acho que demos um salto de qualidade nesta edição, e o público acompanhou, buscando não só o figurativo, mas complexas composições geométricas ", observa Luciana Brito, que representa um dos mais disputados contemporâneos, justamente Caio Reisewitz, conhecido por suas paisagens, cujas fotos têm um preço médio de R$ 80 mil.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

