Após a condenação por acusações de prostituição, os advogados de Sean "Diddy" Combs pediram clemência ao juiz antes da sentença no dia 3 de outubro. Eles argumentam que Combs é um agressor "reformado" e que a pena não deve ser superior a 14 meses, uma vez que ele foi absolvido das acusações mais graves.
O pedido da defesa contrasta com a recomendação do departamento de condicional, que sugeriu uma pena de até 7 anos e 3 meses. Como Combs já está detido há mais de um ano, aceitar a proposta da defesa significaria que ele seria libertado em menos de dois meses.
Os advogados de Combs alegam que a prisão já serviu como uma punição severa, prejudicando a reputação e os negócios do magnata da música. Eles citam o vício em analgésicos como a "frequente razão" por trás das agressões discutidas no julgamento e afirmam que a detenção ajudou-o a se recuperar do abuso de drogas e álcool.
Para justificar a pena mais curta, a defesa tenta classificar o caso de Combs na extremidade menos severa da Lei Mann, a qual condena crimes relacionados à prostituição. Eles fazem comparações com casos de aliciamento de menores, cafetinagem e tráfico de imigrantes, para destacar que a situação de Combs não é tão grave.
Os promotores, que ainda não apresentaram sua recomendação formal, buscam uma pena "significativa" e enfatizam o histórico de violência doméstica de Combs como um fator agravante, e citam que ele violou a Lei Mann mesmo sabendo que estava sob investigação.
Um cálculo preliminar dos promotores sugere uma pena mínima de 4 anos e 3 meses, mas eles indicaram que a recomendação formal pode ser ainda maior.
Antes da sentença, o juiz Arun Subramanian deve considerar a moção de Combs para anular o veredicto do júri, com base no argumento de que ele nunca deveria ter sido julgado sob a Lei Mann. A audiência sobre o assunto está agendada para quinta-feira (25).



Aviso