É tempo de prestigiar Bruno Dumont, que ganha retrospectiva completa no CineSesc. O evento será inaugurado nesta quinta-feira, 1º, com Camille Claudel 1915, o último longa do diretor, lançado em Berlim, em fevereiro, e depois exibido no Festival Varilux, em maio. Todo Bruno Dumont - e de A Vida de Jesus, de 1997, à irmã de Paul Claudel agora, os sete filmes que ele realizou o situam num território próprio, entre o drama realista (e é o que o diferencia de Bresson) e a vanguarda.
O que é a vanguarda em 2013? Por princípio, o artista de vanguarda tem de estar na linha de frente, ser combativo e avançado. Dumont tem discutido questões religiosas (A Vida de Jesus e Hadjewich), questionado a organização social e a guerra (A Humanidade e Flandres). Radicalizando, chegou à ‘loucura’ de Camille Claudel.
É um cineasta do corpo, e nisso se aproxima de autores como Claire Denis e Gaspar Noë. Trabalha suas cenas em bloco, sem psicologismo. E prefere os atores não profissionais. Pode parecer estranho, considerando-se que sua Camille é uma estrela do porte de Juliette Binoche.
MOSTRA BRUNO DUMONT - Cinesesc. Rua Augusta 2.015, 3087-0500. R$ 2/ R$ 8. De 1º a 8/8. Abertura nesta quinta-feira, 1º, às 20h30, com exibição de Camille Claudel 1915 (grátis).
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

