As investigações da Corregedora do Conselho Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, sobre as movimentações financeiras atípicas de magistrados e servidores de 22 tribunais, dentre eles o Tribunal de Justiça do Amazonas, não agradaram nada aos dirigentes da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra).
De acordo com denúncia das associações a corregedora-geral do Conselho Nacional de Justiça tenta promover uma devassa na vida de 231 mil pessoas, entre juízes, familiares e servidores de 22 tribunais.
As investigações iniciaram depois que o Coaf, segundo a corregedora, teria constatado movimentações financeiras atípicas em 22 tribunais brasileiros, o Tribunal de Justiça do Amazonas, é dos investigados.
A ministra Eliana Calmon, nesta quinta-feira que as associações representativas de juízes são "mentirosas", "maledicentes", "corporativas" e estão focadas numa "tentativa de linchamento moral contra ela".
Ela negou as informações das associações de que ela estaria investigando 231 mil magistrados, servidores de tribunais e seus parentes. Segundo a ministra, os magistrados sob investigação não passam de 500 integrantes de 22 tribunais.
Investigações
A Corregedoria do CNJ realiza inspeções em 22 tribunais do Brasil para apurar movimentações financeiras atípicas de magistrados e servidores. O objetivo é checar se as movimentações financeiras e a evolução patrimonial dos juízes são compatíveis com seus rendimentos.
As investigações, sigilosas, estão sendo feitas nos Tribunais de Justiça da Bahia, de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Distrito Federal, de Minas Gerais, do Pará, da Paraíba, do Maranhão, do Acre, do Amazonas, de Roraima e do Espírito Santo e os Tribunais Regionais do Trabalho das 1ª, 3ª, 6ª, 10ª, 12ª, 13ª, 14ª e 15ª Regiões (respectivamente, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Brasília, Paraíba, Santa Catarina, Rondônia e Acre e Campinas).
Também estão na lista de investigados o Tribunal Regional Federal da 1ª Região e Tribunal de Justiça Militar de São Paulo.

