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Aos 67 anos, Arnold Schwarzenegger revela quantas vezes malha na semana e revela mais; confira

Por Portal Do Holanda

24/05/2015 15h57 — em
Famosos & TV



LOS ANGELES — Arnold Schwarzenegger é a prova viva de que, nos Estados Unidos, todos os sonhos são possíveis. Dono de cinco títulos de Mr. Universo, o ex-fisiculturista de uma vila do interior da Áustria que virou astro de Hollywood nos anos 1980, entrou para uma das mais tradicionais famílias americanas (os Kennedy) e até foi eleito governador da Califórnia, reafirma agora sua perene popularidade com “O exterminador do futuro — Gênesis”, que estreia dia 2 de julho no Brasil. No filme de Alan Taylor (“Thor: O mundo sombrio”), Schwarzenegger retoma um dos personagens mais icônicos de sua carreira, o cyborg enviado do futuro para eliminar a mãe do líder da guerra contra as máquinas, agora numa nova linha do tempo da franquia, que o coloca do lado dos mocinhos e frente a frente com uma cópia sua 30 anos mais jovem. “Me ver lutando com uma versão mais jovem minha foi uma experiência estranha”, conta o ator de 67 anos ao GLOBO. Ele chega ao Rio semana que vem para a edição 2015 do evento de fitness Arnold Classic Brasil.

O senhor viaja pelo mundo promovendo eventos de fitness. A boa forma ainda é importante? Qual sua rotina de exercícios?

Malho pelo menos cinco vezes por semana, quando as viagens de trabalho permitem. Sou viciado em exercícios. Preciso acordar de manhã e manter a disposição para o resto do dia. Mas a promoção da boa forma tem um objetivo diferente. Há muitos anos, quando deixei de competir profissionalmente, prometi a mim mesmo que iria divulgar a importância do exercício físico, porque ainda há muitas ideias erradas a respeito. É por causa de esforços como este que hoje há academias em hotéis e escolas.

Falando em boa forma física, há uma cena em “Gênesis” na qual o seu personagem fica cara a cara com sua versão 30 anos mais jovem...

É estranho assistir a essa cena. Nunca imaginei que pudessem desenvolver uma tecnologia capaz de recriar uma pessoa, e mais jovem. Claro, isso exigiu muito trabalho diante da câmera, efeitos visuais que envolviam a captura de expressões faciais e movimentos corporais meus. A ideia de me ver lutando com uma cópia minha, mais nova, é assombrosa. Eles são diferentes também em missões: o mais jovem faz parte de um programa criado para garantir que as máquinas vençam; o meu exterminador foi programado para garantir que a raça humana ganhe no final. Quando li essa cena no roteiro eu fiquei tão animado quanto as luzes de uma árvore de Natal.

O senhor tinha 36 anos quando filmou “O exterminador do futuro”. Como avalia as últimas quatro décadas?

Diria que sou um cara de sorte. Vim para os Estados Unidos porque achava que nada poderia dar certo para mim se não fosse aqui. Imagine, o fisiculturismo não é um esporte na Áustria, não era popular, como o esqui. E foi ele que funcionou como plataforma de lançamento para tudo o que conquistei na vida até agora. Qual é o segredo do sucesso? É ter uma visão clara do caminho que quer percorrer. Segundo uma pesquisa, 74% do povo americano estão insatisfeitos com o que fazem, e isso acontece porque não dedicaram tempo a pensar sobre sua paixões na vida, quando jovens.

O senhor fala como um político...

Isso não é filosofia de político. É uma questão de saber o que se quer e manter-se fiel ao seu plano.

Nunca perdeu o foco?

Nunca. Essa é a regra número um. Há outras importantes, como nunca ter medo do fracasso. Não podemos nos deixar paralisar por fracassos. Se você deixar-se vencer por isso, está acabado, é se impor um limite. Você não conseguirá quebrar o recorde mundial de levantamento de peso se tiver medo de tentar e falhar. Nos esportes, a gente cai, mas levanta e tenta de novo. O mesmo vale para outros objetivos.

O senhor governou a Califórnia por dois mandatos (2003-2010). Sente falta? Por qual feito gostaria de ser lembrado?

Sim, sinto. Acho que gostaria de ser lembrado pela infraestrutura que construí na Califórnia. Por décadas seguidas ninguém tentou separar alguns bilhões de dólares e pedir aprovação do povo para gastá-los na reconstrução de autoestradas, na construção de mais pontes e universidades. Infraestrutura é uma das coisas mais importantes na administração pública, especialmente na área de transporte, porque quanto mais rápido as pessoas se locomovem, mais forte é a economia. Outro orgulho é de ordem ambiental. A Califórnia é líder das iniciativas de proteção ambiental, na pesquisa por combustíveis menos poluentes e fontes de energia alternativa. Reduzimos a emissão de gases na atmosfera para níveis dos anos 1990; esperava-se que só conseguíssemos esse feito em 2010. O resto do mundo nos tem como exemplo.

Que personagem fez mais por sua carreira, o guerreiro de “Conan, o bárbaro” ou o cyborg de “O exterminador do futuro”?

Os dois foram importantes, por diferentes motivos. “Conan, o bárbaro” foi o primeiro filme que me tornou um nome internacional. “O exterminador do futuro” teve o mérito de ser a primeira produção em que o meu corpo não era o mais importante, e sim o meu trabalho de interpretação; apareço vestido em 90% da trama. Ambos ajudaram a me tornar um herói de filmes de ação. Então, ambos têm sua importância para mim. Assim também tem “Irmãos gêmeos” (1988), minha primeira comédia, que abriu portas para outros filmes do gênero.

Hollywood está sempre em busca do próximo astro de ação. Mas filmes como “Os mercenários”, que resgatam antigos astros do gênero, sugerem que o público ainda quer ver seus antigos heróis. Por quê?

Acho que tudo depende da história oferecida. As pessoas gostam da ideia de que alguém vulnerável se torne um herói, como o personagem de Liam Neeson, que já está em seus 60 anos, no filme “Busca implacável”. Lembre do caso de Clint Eastwood, que voltou a fazer filmes de ação já em seus 50, 60 anos. Não é uma questão de o público exigir um herói de 20, 30 anos. Em “Conan, o bárbaro”, era importante que o protagonista tivesse músculos. Mas, se o projeto de “The legend of Conan”, que retoma a história do personagem, for mesmo adiante, isso não será tão importante, porque a trama flagra o guerreiro após 40 anos como rei, sem o gosto pela batalha e sob o risco de ser expulso de seu castelo. A gente sabe que ele é um herói velho. O importante é a história ser crível.

Carlos Helí de Almeida viajou a convite da Paramount Pictures


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O Portal do Holanda foi fundado em 14 de novembro de 2005. Primeiramente com uma coluna, que levou o nome de seu fundador, o jornalista Raimundo de Holanda. Depois passou para Blog do Holanda e por último Portal do Holanda. Foi um dos primeiros sítios de internet no Estado do Amazonas. É auditado pelo IVC e ComScore.

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