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Angelina Jolie critica bombardeio de Israel a campo de refugiados em Gaza


Angelina Jolie usou as redes sociais para criticar o bombardeio do governo de Israel a um campo de refugiados na Faixa de Gaza na terça-feira (31), e acusou líderes mundiais de serem cúmplices destes crimes por não exigirem o cessar-fogo do país.

A atriz e ativista afirmou que Gaza está se tornando uma ‘vala comum’ com a guerra. Jolie dedicou mais de 20 anos de serviço ao ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, servindo como Embaixadora da Boa Vontade de 2001 a 2012 e depois como Enviada Especial de 2012 a 2022.

Confira o que Angelia Jolie escreveu: 

"Este é o bombardeio deliberado de uma população presa que não tem para onde fugir. Gaza tem sido uma prisão ao ar livre durante quase duas décadas e está rapidamente se tornando uma vala comum. 40% dos mortos são crianças inocentes. Famílias inteiras estão sendo assassinadas",

"Enquanto o mundo assiste e com o apoio ativo de muitos governos, milhões de civis palestinos - crianças, mulheres, famílias - estão sendo coletivamente punidos e desumanizados, tudo enquanto são privados de alimentos, medicamentos e ajuda humanitária contra o direito internacional".

  "Ao recusar-se a exigir um cessar-fogo humanitário e bloquear o Conselho de Segurança da ONU de impor um a ambas as partes, os líderes mundiais são cúmplices destes crimes".

"O campo de refugiados de Jabalia é o maior dos oito campos de refugiados da Faixa de Gaza. Após a a guerra de 1948, refugiados se instalaram no campo, a maioria tendo fugido dos vilarejos no sul da Palestina", explicou a atriz. "O campo cobre uma área de apenas 1,4 quilômetro quadrado. 116.011 refugiados palestinos estão registrados junto à UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo) apenas no campo de Jabalia desde o conflito de 1948", acrescentou Angelina.

Cessar-fogo negado ---- Vale lembrar que os Estados Unidos foi o país que vetou a proposta de cessar-fogo feita pelo Brasil no Conselho de Segurança da ONU, e em votação realizada no dia 27 de outubro, Israel, Estados Unidos e mais 12 países votaram contra o pedido de cessar-fogo aprovado na resolução da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), enquanto 120 países, entre eles o Brasil, pediram que a guerra que vem matando mais crianças do que adultos, chegasse ao fim. 

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