Espetáculo amazonense “A Estrada” chega ao Rio de Janeiro

Após ser encenado na capital e no interior do Amazonas e passar pela capital paulista, o Espetáculo “A Estrada”, da companhia amazonense “Arte & Fato”, se prepara para ser apresentado em terra carioca. No dia 26 de maio, a peça será encenada no “Festival Regional” no Teatro Vivo Rio, onde representará a região Norte.
Apresentada pela primeira vez em 2013, a montagem já passou por Manaus, Boa Vista (RR), Presidente Figueiredo, Itacoatiara, Parintins e São Paulo. Escrito e dirigido pelo artista amazonense Douglas Rodrigues, “A Estrada” é inspirada em fatos reais e narra um dos episódios mais marcantes da história da Amazônia: a construção da BR-174, que liga Manaus a Boa Vista, entre a década de 70 e 80, em plena ditadura militar.

“Durante quase 30 anos, esse foi um tema proibido. Mais de três mil índios da etnia Waimiri-atroari desapareceram. Os poucos que sobraram resistiram e refugiaram-se no meio da mata. ‘A Estrada’ tem forte apelo histórico e geográfico”, destaca Douglas.
Premiado, o espetáculo foi contemplado pelo Edital de Conexões Culturais 2015 da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) e recebeu o prêmio Myriam Muniz de Teatro 2014, Prêmio Basa e sete prêmios na 11ª Edição do Festival de Teatro do Amazonas. Em fevereiro deste ano, o espetáculo foi o único da região Norte selecionado para se apresentar no “Festival Tom Brasil Regional”, em São Paulo.
A apresentação no Rio de Janeiro será no Teatro Vivo Rio, Av. Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, às 18h. Maiores informações pelo número (21) 2272-2901.

Sinopse
O outro entre nós. Quem poderá contar os gestos heroicos do chefe à frente dos soldados, na imensa mata. Cento e sessenta aldeias incendiadas, mil casas arruinadas pelas chamas devoradoras, campos inteiros devastados. O lago pintou-se de vermelho, os corpos boiavam servindo de alimento aos urubus. Aproximadamente 3.000 índios desapareceram. Waimiri Atroari, os poucos que sobraram resistiram, refugiaram-se numa aldeia mata adentro, longe dos rios navegáveis e do alcance da estrada.
Em Manaus, mulheres lotaram a Igreja da Matriz esperando os ataúdes dos corpos, muitas delas, enroladas com a bandeira nacional, choravam por 08 integrantes da “Expedição Calleri”, mortos, os índios donos da terra, não tiveram apoio nem de sua gente, o caso é conhecido mundialmente como:
A Expedição Calleri, os enviados por Deus.
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