Surpresa, Zâmbia agora espera definição da outra seleção finalista da competição, que também será conhecida nesta quarta, no confronto entre Costa do Marfim e Mali, em Libreville, no Gabão. O duelo começará às 17 horas (horário de Brasília).
Desta forma, os zambianos irão buscar um inédito título da principal competição do continente africano, após chegarem invictos à decisão. Antes de passar por Gana, o país venceu o Senegal por 2 a 1, empatou por 2 a 2 com a Líbia e derrotou Guiné Equatorial por 1 a 0 na fase de grupos do torneio. Em seguida, nas quartas de final, superou o Sudão por 3 a 0. Esta será a terceira vez que a nação jogará a final da Copa Africana, depois de ter sido vice-campeã em 1974 e 1994.
O peso do favoritismo de Gana começou a ruir nesta quarta logo aos 8 minutos do primeiro tempo, quando o atacante Asamoah Gyan perdeu um pênalti, defendido por Kennedy Mweene, e desperdiçou a chance de encaminhar a classificação do seu país. E o erro custou caro, pois Emmanuel Mayuca, aos 33 minutos da etapa final, fez o gol da vitória de Zâmbia ao receber passe na entrada da grande área, girar e bater colocado no canto esquerdo do goleiro, que ainda viu a bola bater na trave antes de entrar.
Gana ainda teve chances de empatar o jogo no final do duelo, mas viu a sua situação ficar ainda mais complicada com a expulsão de Derek Boateng, que deu uma joelhada em um adversário em uma disputa de bola pelo alto e levou o cartão vermelho.
Curiosamente, Gyan voltou a ser vilão de Gana em mais um jogo muito importante para a história do futebol de Gana. No Mundial de 2010, ele perdeu um pênalti na prorrogação do confronto com o Uruguai, também válido pelas quartas de final. Após o erro, os uruguaios levaram a melhor na disputa por penalidades e avançaram à semifinal da competição.


