RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - De forma até surpreendente, o Vasco oficializou nesta quinta-feira (12) que irá realizar a eleição presidencial do clube de maneira online no próximo sábado (14). Anteriormente, o presidente Alexandre Campello havia se manifestado contrário à empresa contratada para gerir o pleito, mas agora o clube publicou em seu site oficial o edital de convocação assinado pelo presidente da Assembleia Geral, Faues Cherene Jassus, o Mussa. Poucos minutos depois da confirmação, os candidatos Leven Siano, da chapa "Somamos", e Sérgio Frias, da "Aqui é Vasco", protocolaram suas cartas de renúncia e, assim, não participarão da disputa. Na quarta (11), a "Eleja Online", empresa que administrará a votação virtual, promoveu uma reunião com o clube, com Mussa e com os representantes das chapas --"Somamos" e "Aqui é Vasco" não foram-- para detalhar todo o processo eleitoral e as questões de segurança. A direção cruz-maltina enviou funcionários da secretaria e do departamento de Tecnologia da Informação. Em seguida, Mussa divulgou um comunicado informando que o Vasco havia concordado em dar todo o suporte ao pleito, um indicativo de que ele iria dar chancela, o que aconteceu posteriormente com a publicação no site oficial. Em suas cartas de renúncia, Leven Siano e Sérgio Frias manifestaram seus protestos contra a realização da eleição online no fim de semana. O candidato da "Somamos", por exemplo, se autoproclamou "presidente democraticamente eleito" e ameaçou tomar medidas legais nas esferas cível e criminal contra todos os envolvidos na realização do pleito. Já o candidato da "Aqui é Vasco" criticou o prosseguimento das batalhas judiciais e diz que o pleito chegou ao fim no último sábado (7), na eleição que teve seus efeitos suspensos pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). Campello, que buscava a reeleição em sua chapa "No Rumo Certo", ainda não confirmou se entregou sua carta de renúncia, mas já havia dito em entrevista coletiva na última terça (10) que não irá disputar a eleição online. Paralelamente à sua carta de renúncia, Leven ingressou com um agravo contra a decisão do STJ que suspendeu os efeitos da eleição presencial do final de semana, em São Januário. O objetivo dele é derrubar tal liminar e legitimar o que considera sua vitória no pleito, que manteve votação mesmo após a decisão judicial e teve contagem de votos já sem fiscais das chapas "No Rumo Certo", de Campello, "Mais Vasco", de Jorge Salgado", e "Sempre Vasco", de Julio Brant. A corrida eleitoral realizada no último sábado, e de forma presencial, aconteceu graças a uma decisão judicial publicada na noite anterior. Nela, o desembargador Camilo Ribeiro Ruliére derrubou liminar que determinava que o pleito fosse online no dia 14. O STJ, porém, suspendeu a eleição na noite de sábado, com ela já em andamento, e fez valer a liminar anterior. Após idas e vindas, a votação teve continuidade, já sem a presença das chapas de Salgado, Brant e Campello. Posteriormente, Mussa convocou outra eleição presidencial para este sábado no formato híbrido, algo que foi chancelado a dois dias do pleito com a publicação do edital de convocação no site oficial do clube. Mesmo antes do Vasco oficializar a eleição online, alguns grupos que serviram de base de apoio de Campello tanto na administração quanto em sua chapa "No Rumo Certo" já haviam se manifestado solicitando o cadastro na plataforma da "Eleja Online". Eles também pediram votos a Salgado, casos dos grupos "Cruzada Vascaína" --do vice de Finanças, Carlos Leão-- e "Unidade Vasco" --da 2ª vice-presidente-geral, Sônia Andrade.
