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Torcedores do Corinthians deixarão prisão na Bolívia em breve

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afp.com / Miguel Schincariol

SÅO PAULO (AFP) - Sete dos 12 torcedores brasileiros do Corinthians detidos na Bolívia pela morte de um jovem boliviano durante um jogo da Copa Libertadores, em fevereiro, poderão abandonar o país em breve, confirmou na noite desta quinta-feira o diplomata brasileiro Eduardo Saboia.

Os beneficiados são Leandro Silva de Oliveira, 21, Tadeu Macedo Andrade, 30, Daniel Silva de Oliveira, 27, Hugo Nonato, 27, Clever Souza Clous, 21, Fabio Neves Domingos, 32, e Tiago Aurelio dos Santos Ferreira, 27, segundo um funcionário da justiça boliviana.

"Eles poderão sair do país, estão muito contentes e também tristes pelos outros (cinco) que seguem detidos" em uma penitenciária da cidade de Oruro, 240 km a sudoeste de La Paz, revelou Saboia, acrescentando que o grupo deve chegar ao Brasil no sábado.

Os 12 brasileiros, membros de uma torcida organizada, foram presos em 21 de fevereiro pela morte de Kevin Beltrán, de 14 anos, atingido por um sinalizador disparado das arquibancadas ocupadas pela torcida brasileira durante a partida entre Corinthians e San José, pela Libertadores.

A justiça não conseguiu reunir provas contra sete dos acusados da morte do jovem. Os outros cinco torcedores, que tinham resíduos de pólvora nas mãos e sinalizadores nas mochilas, continuarão presos, informou o jornal Lance!.

Saboia disse que a justiça boliviana emitiu a decisão "em função da cooperação" com as autoridades do Brasil "com o objetivo comum de se fazer justiça, de manter na prisão quem deve estar na prisão, e de soltar que se deve libertar".

Os sete torcedores libertados "partirão o mais cedo possível" da Bolívia, confirmou à AFP um funcionário da embaixada do Brasil em La Paz que pediu para não ser identificado.

O governo da presidente Dilma Rousseff "seguirá fazendo esforços para que os outros cinco torcedores sejam soltos, pois o Brasil está convencido da inocência de todos", acrescentou o funcionário.

Por causa da morte do jovem torcedor, o Corinthians foi punido pela Conmebol e chegou a disputar uma partida da Libertadores de portões fechados, sem a presença da torcida.

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