Torcedor corintiano é condenado por atirar cabeça de porco em jogo contra o Palmeiras
A Justiça de São Paulo condenou o torcedor corintiano Osni Fernando Luiz, conhecido como "Cicatriz", a um ano de prisão em regime semiaberto por ter jogado uma cabeça de porco no gramado da Neo Química Arena. O incidente ocorreu durante um clássico contra o Palmeiras, em novembro do ano passado, e foi classificado como um "crime contra a paz no esporte". O animal, que é um dos mascotes do time adversário, foi arremessado no campo como uma provocação.
O torcedor foi pego em contradição após ter negado sua participação no ocorrido durante o interrogatório. Antes do jogo, ele havia postado um vídeo em suas redes sociais exibindo a cabeça do porco e instigando seus seguidores com a promessa de que algo aconteceria na partida. Apesar de ter mudado a versão na Justiça, alegando que comprou o animal para um churrasco e não se lembrava da gravação, o juiz Fabricio Reali Zia não acatou a nova história e o considerou culpado.
Na decisão, o juiz destacou a importância de coibir condutas como a de Osni, que afastam famílias e outros torcedores dos estádios. O magistrado ressaltou que o futebol, como patrimônio cultural brasileiro, deve ser um ambiente de lazer e entretenimento, e que atos como esse prejudicam a frequência de público. A condenação serve como uma medida de contenção para promover um ambiente mais seguro nos estádios.
"Anoto ser necessária a contenção de condutas como a praticada pelo réu Osni, pois cuida-se de crime que afasta a visita de outros torcedores/consumidores/pessoas, as quais também desejariam frequentar estádios com seus familiares e amigos para fins de lazer e de entretenimento, mas que deixam de acompanhar presencialmente o futebol, patrimônio cultural brasileiro, por delitos como este", diz a decisão.
Embora Osni não apareça nas imagens das câmeras de segurança, que mostram duas outras pessoas arremessando o objeto, o juiz considerou as provas suficientes para sua condenação. Os outros dois réus, que eram acusados de participação direta no arremesso, foram absolvidos por falta de evidências. A decisão judicial foi baseada nas evidências digitais e na incoerência do depoimento de Osni.
Com a sentença, a Justiça de São Paulo expediu um mandado de prisão para que Osni comece a cumprir a pena. O Corinthians, por sua vez, já havia sido multado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) à época do ocorrido.
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