O momento do clube carioca é tão negativo que não há como garantir uma vitória do quarto colocado sobre o lanterna do Campeonato Brasileiro, nesta quarta-feira, a partir das 21h50, na Arena Pernambuco. Mesmo porque, o Náutico esboça uma reação, no último suspiro na luta contra o rebaixamento.
"A gente sabe que é o Náutico é o último colocado, mas lá tem bons jogadores. Não podemos achar que o jogo vai ser fácil porque não vai", alertou o volante Renato.
Contam a história da decadência botafoguense a queda de rendimento de pilares como Seedorf e Lodeiro e o enfraquecimento do elenco com a venda de jogadores importantes, cuja conta está sendo paga agora. Se o Náutico se agarra a ínfimas chances matemáticas, o Botafogo também tem o mesmo sentido de urgência para voltar a vencer. Se não derrotar o lanterna, ainda que fora de casa, a classificação para a Libertadores depois de 18 anos ficará ameaçada.
"Sabemos a situação desesperadora do rival, eles têm que vencer quase tudo para permanecer na Série A. O jogo tem que ser de vida ou morte não só para eles, que ainda possuem chances matemáticas, mas para nós também", disse Renato.
Um pequeno grupo de 12 torcedores levou faixas ao Engenhão, nesta terça-feira, num misto de cobrança e incentivo. Pacificamente, do lado de fora do estádio, os botafoguenses demonstravam apoio, mas pediam reação e exigiam a classificação para a Libertadores.
Outra dificuldade a ser superada será a ausência do técnico Oswaldo de Oliveira do banco de reservas. Ele sofreu uma arritmia na derrota para o Grêmio, no sábado, e está de repouso. Para completar, o volante Gilberto foi vetado, o atacante Hyuri é dúvida, o goleiro Jefferson está com a seleção brasileira e o meia Lodeiro foi defender o Uruguai.



