"São apenas especulações e não são só sobre esses (clubes) que estão falando, mas até o momento não temos proposta oficial", disse Roberto Almeida, empresário de Neilton, nesta quarta-feira, por telefone. Almeida estava no Rio de Janeiro e não quis dar detalhes sobre as negociações que se arrastam e nem comentar o rebaixamento do jogador para o time sub-20. "Não quero falar para não provocar um desgaste monstro".
O que se fala nos bastidores é que Neiton queria salário mensal de R$ 100 mil, superior ao de Gabriel, o Gabigol, e Victor Andrade - em torno de R$ 50 mil, com multa contratual de cada um estipulada em 50 milhões de euros - e só aceitou reduzir para R$ 60 mil. O Santos oferece salário de R$ 30 mil, com gatilhos por objetivos atingidos, o mesmo que foi dado a outros jogadores promovidos recentemente e que agora são titulares, como Gustavo Henrique e Alison.
Até o começo do ano, Neilton era apenas reserva de atacante no time sub-20, mas com três gols que ele marcou contra o Palmeiras nas semifinais da Copa São Paulo de Futebol Júnior e mais um diante do Goiás, na decisão, passou a ser chamado de novo Neymar. Mais pela semelhança física e os cabelos cortados no estilo moicano do que pelo futebol.
Muricy Ramalho viu Neilton na Copa São Paulo e ficou impressionado com a coragem com que o garoto partia com a bola dominada para cima dos marcadores e imediatamente levou o garoto para treinar com os profissionais. Nas duas oportunidades que teve no Campeonato Paulista, não repetiu as atuações que teve na categorias inferiores, mas no Campeonato Brasileiro, sob o comando de Claudinei Oliveira, o seu treinador na base, marcou quatro gols em 14 jogos (na maioria deles, entrou no segundo tempo), com media de aproveitamento superior ao do atacante de área Willian José, que em 25 anotou cinco.

