"Eu ainda não entendo", disse a russa, após quebrar o recorde mundial. "Ontem eu
estava pronta para um recorde mundial (na prova dos 200 metros peit)o. Mas hoje, eu não dormi metade da noite e estou tão cansada. Eu não fiz o aquecimento, estou sonolenta e quebrei o recorde. É uma loucura".
Efimova já conquistou duas medalhas neste Mundial. A russa foi campeã da prova dos 200 metros peito e faturou a prata dos 100 metros peito. E agora registrou um recorde numa prova que não é a sua principal preocupação. "Eu sempre gosto de nadar os 200, mas na verdade eu sou uma velocista e para mim é como se fosse o meu aniversário. É como as minhas férias, é sempre divertido", disse.
Nas eliminatórias, Efimova superou Hardy, a ex-recordista dos 50 metros peito, que registrou a segunda melhor marca, com 29s99, seguida pela lituana Rute Meylutite, com 30s07. Já a brasileira Beatriz Travalon foi eliminada ao ficar apenas na 20ª posição, com 31s59.
"Gostei do meu tempo, bem parecido com o meu melhor, 31s30, fiquei feliz. Aprendi muito aqui, cada caída na água, assistir as provas, cada segundo que passo aqui, eu aprendo um pouquinho. Acabei de ver um recorde mundial e acho muito legal isto. As três provas de peito teve recorde mundial. Espero que um dia, eu bata um recorde destes", disse Beatriz.
Antes de Efimova, outros três recordes mundiais haviam sido quebrados em Barcelona. Meylutite estabeleceu uma nova marca nos 100 metros peito nas semifinais do Mundial, antes de conquistar a medalha de ouro. A dinamarquesa Rikke Moller Pedersen bateu o recorde dos 200 metros peito nas semifinais, mas ficou apenas com a prata, superada por Efimova. Já a norte-americana Katie Ledecky registrou o novo recorde mundial dos 1.500 metros livre ao faturar a medalha de ouro da prova.

