O clima é de empolgação entre os torcedores do Fluminense para o jogo contra o Grêmio, às 16h, no Nilton Santos. Não que o atual campeão da Libertadores não imponha respeito. Mas porque o local da partida é lembrado pelos tricolores como palco de suas últimas comemorações. O estádio traz boas lembranças para o time das Laranjeiras, que espera entrar em campo, hoje, inspirado por elas.
Apesar de ser a casa do Botafogo, o Nilton Santos tem no Fluminense o seu maior campeão. Ninguém levantou tantas taças no estádio quanto os tricolores: foram quatro ao todo. A mais recente delas foi a Taça Guanabara do ano passado, conquistada sobre o Flamengo. No local, o time ainda faturou a Taça GB e o Campeonato Carioca de 2012, além do Brasileiro de 2010, de todas, a conquista de maior relevância.
O retrospecto no estádio também é positivo. Em 103 jogos, foram 47 vitórias, 31 empates e 25 derrotas. Um aproveitamento de 55,6%. Este ano, no entanto, o time só venceu uma vez (5 a 0 sobre o Salgueiro, de Pernambuco, pela Copa do Brasil). Ainda empatou duas e perdeu outras duas partidas.
— A mudança para o Nilton Santos pode ser positiva. O Maracanã é a casa do Fluminense, mas o gramado estava muito ruim. Para quem joga em casa, precisa propor o jogo, estava dificultando um pouco — comentou o técnico Marcelo Oliveira, referindo-se à interdição do gramado para reforma, motivo que obrigou o tricolor a jogar no estádio do Botafogo. — O Nilton Santos vai ter a nossa torcida, no Rio, e vamos tomar a iniciativa para buscar o resultado.
Este deve ser o último jogo dos tricolores no estádio em 2018. Isso porque, ontem, a CBF confirmou que o jogo contra o Paraná, no dia 8, será no Maracanã.
Em sua passagem pelo Fluminense, o técnico Marcelo Oliveira não tem se mostrado fã de mistérios. Mas, para o jogo de hoje, apelou para a tática. O treinador preferiu manter a interrogação em relação à formação que levará a campo. Segundo ele, tanto o esquema com três zagueiros (utilizado nas duas últimas partidas) quanto o com dois foram testados no treino.
— Treinamos com os três zagueiros, e também sem um dos zagueiros, com a inclusão de um meia. Vamos decidir. Ambos os sistemas podem funcionar muito bem, dependendo que os jogadores cumpram suas funções — despistou.
Dodi volta ao time
Em relação aos jogadores, no entanto, não há muito mistério. Recuperado de lesão, Dodi volta no lugar de Jadson, suspenso. Já Luciano segue como o centroavante da equipe.
— Por mérito e por ter encaixado melhor na forma que estamos jogando, vai começar o jogo. Precisamos posicioná-lo bem — explicou o treinador. — Ele deve sair muito da área, para aproveitarmos dele aquilo que é sua melhor qualidade, fazer gols.
No meio da tabela, em nono, o tricolor se mantém na zona de classificação para a Sul-Americana. O Grêmio está em quinto.

