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Rapha, a nova sombra de Bruninho na seleção

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RIO, 2 (AG) - Rapha, levantador supercampeão, com títulos italiano, turco, russo, do Mundial de Clubes, da Champions League e diversos destaques individuais, nunca disputou uma Olimpíada pelo Brasil. Prata no Mundial de 2014 com a seleção brasileira, o levantador do Taubaté, vice-campeão da Superliga 2016-2017, tem convocações para o time nacional adulto desde 2012, além de 2005 e 2009, mas, às vésperas das grandes competições internacionais, era preterido. Isso porque a concorrência é acirrada. Mas com o início do novo ciclo olímpico, o levantador renova as esperanças de brigar por uma vaga.

Nas finais da Liga, Rapha tem chance de mostrar serviço ao lado de Bruninho. William Arjona, campeão olímpico, pediu dispensa no início de temporada.

- Estou numa fase de motivação. Todas as vezes em que estive na seleção, mesmo não me firmando, foram momentos em que fui muito feliz, consegui me deixar por inteiro, e sempre saí de cabeça erguida. Agora com uma nova chance estou mais motivado. Quero ajudar o Brasil e jogar uma Olimpíada. Esse sonho persiste. Vou pensar ano a ano - diz ele.

O currículo do levantador de 37 anos e 1,90m é recheado de títulos no exterior. E é o primeiro e único levantador da história a ganhar quatro vezes o prêmio de melhor da posição do Mundial de Clubes. Também é o único brasileiro a ganhar prêmio de melhor levantador da Champions League.

Rapha voltou ao Brasil em 2014 após 11 anos atuando no exterior e agora renovou com o Taubaté para mais uma temporada de clubes. Sabe que aqui, em terras brasileiras, ainda não tem o mesmo reconhecimento:

- Ficava longe da torcida brasileira, é verdade. Mas optei por jogar fora para aprender, me forçar, na Rússia, Itália, Turquia. E voltar ao Brasil foi uma motivação. Quero conquistar o máximo que eu puder de títulos por aqui e trilhar o mesmo caminho que trilhei fora. Ir em busca desse objetivo está me fazendo muito bem.

A posição, que favorece carreiras longas, causa fila de espera. Que o diga William, de 36 anos, que apesar do currículo brilhante, com cinco títulos de Superliga, o tricampeonato Mundial de Clubes com a camisa do Cruzeiro, só foi aos Jogos Olímpicos no Rio-2016.

E se a história prevalecer, é capaz que Rapha fique com uma das duas vagas para Tóquio-2020. Isso porque jamais a equipe nacional repetiu sua dupla de levantadores em Jogos Olímpicos.

- Desde 2000, sempre achei que a Olimpíada da vez era a minha. Digo por motivação e por acreditar que tinha chance. O Brasil é privilegiado por ter tantos levantadores bons e fico feliz de voltar ao grupo - fala Rapha, que sabe que a briga até 2020 será boa - Eu continuo aqui e quero chegar a Tóquio.

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