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'Qual crime cometi?', diz ginasta vítima de racismo que segue sem clube

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O ginasta Ângelo Assumpção, visto como uma promessa da ginástica brasileira em 2015, desabafou em seu Twitter nesta terça-feira (1º) diante do fato de não encontrar clubes para treinar.

O atleta, hoje com 24 anos, foi demitido do Pinheiros no final de 2019 e, desde então, está desempregado. Ele diz querer entender o motivo de não conseguir atuar.

"Eu juro que queria entender por que até hoje, não consegui achar um clube para treinar. Qual foi o crime que cometi para ser banido da ginástica?", iniciou ele. "Cadê as pessoas que disseram que iria ajudar do meio esportivo, quando ficaram sabendo do ocorrido? Um ano e meio e o racismo...", completou o atleta.

O racismo citado por Ângelo aconteceu em 2015. Dias depois de um título na etapa de São Paulo da Copa do Mundo de Ginástica, o jovem foi alvo de injúrias de três companheiros de equipe: Arthur Nory, Fellipe Arakawa e Henrique Flores.

Um vídeo vazado mostrou parte das ofensas: "Seu celular quebrou: a tela quando funciona é branca… Quando ele estraga é de que cor?", perguntou Nory ao lado de Ângelo. "Preto!", responderam os outros. "O saquinho do supermercado é branco. E o do lixo? É preto!", disseram os atletas na ocasião.

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