O histórico de abusos virou escândalo com a prisão dele, que aconteceu sábado, 8, em Goianira. Uma das alunas relatou as carícias íntimas e beijos no "canto da boca" que Barros Júnior teria praticado nela e nas demais colegas, todas com idade entre 8 e 11 anos. O professor do ensino fundamental é acusado de tirar proveito de momentos de intervalo, sempre afastado dos meninos da turma, que tem 35 alunos, para os atos libidinosos, que incluíam também fazer as garotas sentarem no colo dele para usarem um computador.
A mãe denunciou o caso, outros abusos em Goianira foram notificados e Barros Júnior foi preso, mas não esboçou reação. "A frieza e calma quando dei voz de prisão pegou até eu mesmo de surpresa", declarou o delegado de Goianira, Vinícius Teles da Silva Costa. A prisão temporária vai até o dia 7, mas Costa antecipa que pedirá antes a prisão preventiva do professor de ensino fundamental e que acelera o inquérito para que a conclusão ocorra até, no máximo, dia 27. Barros Júnior deverá responder pelo crime de estupro de vulnerável contra cada uma das vítimas.
Defesa
Ao ser preso, o professor, que nega as acusações, teve calma suficiente para consultar o delegado de Goianira sobre o que deveria fazer. Costa disse que alertou sobre o direito à contratação de um advogado. Uma das advogadas do escritório que Barros Júnior contatou afirmou nesta terça-feira que o contrato ainda não foi formalizado e que só poderia falar sobre o provável cliente após isto ocorrer.
O professor tinha sido exonerado da prefeitura de Aparecida de Goiânia, onde também foi denunciado por abusar sexualmente de uma aluna de uma escola do Setor Caraíbas. Assim que o caso das estudantes de Goianira foi denunciado, Barros Júnior foi advertido, suspenso e exonerado do cargo também pela prefeitura desta cidade. O professor teria cometido os abusos entre fevereiro e maio. Já na capital goiana, Barros Júnior passará a responder pela quinta sindicância na Corregedoria da Guarda Municipal. Quatro são por assédio moral contra colegas subordinados e uma por ter acumulado dois cargos públicos, o que é proibido, de acordo com a Corregedoria.

