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Pimpão colhe os frutos no Botafogo

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Quando os jovens jogadores da peneira do Paraná viram um marmanjo chegando ao local dirigindo o próprio carro, devem ter pensado que se tratava de um dirigente, ou então de algum jogador da equipe profissional. Mal sabiam que, como eles, era um aspirante tentando a sorte como atleta do time júnior, mas com uma história de vida totalmente diferente. Rodrigo Pimpão era, a essa altura, estudante de odontologia. Nunca tinha jogado na base - sua única experiência era em times universitários de futsal.

- Quando eu cheguei dirigindo o carro que ganhei quando completei 18 anos, pensei: "Será que eu vou conseguir falar com eles? Será que vão tentar me bater nos treinamentos?" - afirmou.

Poderia acontecido, mas ele conquistou os companheiros com uma arma que o acompanha até hoje: a simpatia.

- Depois que fui para o profissional, me emprestaram para o Blumenau, da Série B de Santa Catarina. Um dia, não tinha lanche para ninguém lá. Fui para o posto de gasolina, comprei biscoito para todos e nós dividimos - lembra.

Mas a simpatia não vinha sozinha; junto com ela, o jogador procurava ter foco para conseguir superar as dificuldades iniciais tão presentes num início de carreira: não ser observado pelo técnico, passar meses sem jogar, ou jogando em campeonatos assistidos por quase ninguém.

Mesmo no Botafogo, Pimpão comprou seus próprios equipamentos de recuperação física para usar em casa, entre os jogos, e pede à comissão técnica que lhe envie estudos das defesas adversárias.

Hoje, ele está a um passo - ou melhor, a um gol - de se tornar um dos maiores artilheiros da equipe na história da Libertadores. Curiosamente, todos os gols dele este ano em partidas oficiais foram justamente nessa competição.

- Quero ajudar o Botafogo, depois penso em artilharia. Até agora as coisas aconteceram mais na Libertadores, mas quero que aconteçam também nas outras competições - afirmou.

Podem começar a acontecer hoje. O atacante estará em campo às 19h na partida contra o Bahia, no Engenhão, pelo Campeonato Brasileiro.

Após períodos difíceis jogando no Irã e na Coreia do Sul, onde Pimpão ficou afastado do filho e perdeu momentos como suas primeiras palavras e seus primeiros passos, ele agora está feliz e renovou com o clube até 2019.

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