Início Esportes Pedro sonha com primeira artilharia entre os profissionais do Fluminense
Esportes

Pedro sonha com primeira artilharia entre os profissionais do Fluminense

Envie
Envie

Por mais de uma vez a entrevista com Pedro foi interrompida. Quando não era um torcedor de olho numa foto com o atacante, autor de um dos gols na final da Taça Rio, domingo, era um garçom com uma cortesia para o jogador.

— Sonhava ser reconhecido no mundo do futebol. Para mim, que venho batalhando na base, é um grande momento — admitiu.

Aos 15 anos, Pedro chegou a duvidar que este sonho se realizaria. Dispensado da base do Flamengo em razão da baixa estatura (hoje tem 1,85m), passou um ano atrás de um novo clube para jogar.

— Tive que ir para a Série C do Carioca, pelo Duquecaxiense — recorda.

No time da Baixada Fluminense, o atacante começou a mostrar faro. Foi o goleador máximo da Série C — marcou seis na duas partidas da final — e ganhou uma chance em Xerém. Com a camisa tricolor, balançou as redes 32 vezes em 2016 e subiu para o profissional no ano seguinte com o status de artilheiro da base.

Em meio aos tropeços e alegrias de ser da equipe titular, o centroavante almeja a primeira artilharia entre os profissionais. Hoje, tem seis gols, como Marcos Júnior, seu companheiro de time, e Pipico, do Macaé, já eliminado. Com 20 anos, pode se tornar o mais jovem goleador do Fluminense na era profissional (a partir de 1934). Um feito e tanto para quem ainda vive o amadurecimento:

— Meu primeiro pensamento é ser campeão. Mas isso vai ser muito gratificante.

Enquanto sonha com a artilharia, Pedro aguarda a chegada de um concorrente na posição. O técnico Abel Braga não esconde que um centroavante mais experiente é prioridade na busca por reforços. Mas nada disso abala a confiança do camisa 32:

— Sei que vai chegar alguém. Tem que chegar. E vou lutar pela titularidade.

A confiança que Pedro exibe é baseada não apenas em seu faro de gol, mas também na experiência adquirida por trabalhar ao lado de Fred e Henrique Dourado. O atacante pôde conviver com os dois últimos titulares da camisa 9 e diz ter aprendido com eles.

— Fred é um ídolo. Eu reparava nas movimentações dele, seu posicionamento de área é muito inteligente. E ele me dava instruções dentro de campo — lembra Pedro, que conviveu com Fred em 2016.

O jovem atacante passou mais tempo com Dourado, de quem foi o reserva imediato no ano passado. E ele não se esquece das lições deixadas pelo Ceifador.

— Ele batia na tecla da bola chutada pelo goleiro ou lançada pelo zagueiro (adversário). Falava para ir no corpo do zagueiro e não olhar para a bola, que é mais fácil. Eu melhorei muito nesse quesito — conta ele.

Siga-nos no

Google News