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Ouro olímpico vira combustível para Duda e Ana Patrícia no Mundial

Por Folha de São Paulo

13/11/2025 12h00 — em
Esportes



SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A medalha de ouro está guardada na casa de cada uma e de vez em quando elas olham para aquele objeto que é o resultado de anos de treinamento. Campeãs olímpicas em Paris, Duda e Ana Patrícia vão para um novo teste no Mundial de vôlei de praia, que começa nesta quinta-feira (13) em Adelaide, na Austrália.

"Desde o ciclo passado a gente era o time mais estudado. Então agora só tem um título ali que chama mais atenção, né? E contra a gente todo mundo joga bem. Então precisamos continuar nos desenvolvendo, mudando, criando coisas novas pra conseguir continuar mantendo a nossa construção", disse Ana Patrícia à reportagem.

O Mundial começa nesta quinta-feira e vai até 23 de novembro, com 96 duplas masculinas e femininas de todos os continentes. O Brasil é o país mais vitorioso, mas a última conquista foi em 2022, justamente com Duda e Ana Patrícia. Elas estreiam nesta quinta-feira (13) às 20h30 (horário de Brasília), contra Phillips/Mears, da Austrália (sportv 2 vai transmitir a competição).

"O primeiro desafio era conseguir se classificar pro Mundial. A gente teve vários percalços aí, eu tive uma lesão mais grave. Até então a gente não sabia se ia ter tempo hábil de conseguir essa vaga. E conseguimos", continua Pati.

O ouro olímpico serve de combustível para a dupla brasileira, uma das favoritas ao pódio no Mundial. Mas elas sabem que a busca pelo bicampeonato em Los Angeles-2028 ainda está um pouco distante. "A gente também precisa se preparar mentalmente, taticamente e fisicamente, mas continuamos treinando muito. Então agora é um ano mais tranquilo e acho que a gente vai pensar em 2026, 2027 para tentar buscar essa vaga olímpica", afirma Duda.

Elas sabem que a disputa no Mundial será acirrada, inclusive contra duplas brasileiras que estão em grande fase, como Thâmela e Victoria, e Carol e Rebecca. No masculino, o Brasil terá Evandro/Arthur Lanci, George/Saymon e André/Renato. É a competição mais importante do ano, mas ainda um termômetro distante para se pensar nos Jogos de LA-28.

"A Olimpíada vai ser nos Estados Unidos, as duplas de lá querem se classificar. Imagina jogar em casa? Eles querem ter o resultado dentro da casa e tem todo esse combo. Vai ser muito legal. Imagina jogar nos Estados Unidos, em frente à praia, vai ser incrível", explica Duda, que tem aproveitado o sucesso da modalidade para fazer clínicas junto com Ana Patrícia para amantes do vôlei de praia.

"Estamos muito felizes de estar construindo isso. Depois de uma Olimpíada, é incrível levar o vôlei de praia para os fãs. A gente está muito feliz de ter um legado diferente no vôlei de praia, poder proporcionar isso para as pessoas, uma experiência, um camp. E vai ser muito divertido poder, pela primeira vez, fazer algo assim diferente nas nossas vidas."


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