RIO DE JANEIRO, E SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - John Textor, dono da SAF do Botafogo, apresentou o português Renato Paiva como técnico do Glorioso na tarde desta sexta-feira (28). O empresário norte-americano disse que "não é surdo" ao comentar a pressão da torcida por um novo comandante, mas afirmou que quis ter maior certeza sobre o nome escolhido.
Tirei meu tempo fazendo uma mudança no comando, já que nosso último técnico saiu após o fim da última temporada. Venho sendo bem claro como eu vejo o calendário e entendo que os fãs queriam uma decisão rápida, não sou surdo a isso, queria usar esse início de temporada para tomar a decisão certa.John Textor, na apresentação de Renato Paiva
Houve várias oportunidades de nomear outros treinadores no começo da temporada para fazer todo mundo feliz, o vestiário, acalmar os torcedores, mas essa foi a chance de realmente alinharmos como queremos jogar e crescer como clube, com um treinador que é alinhado com esse estilo.
O QUE ACONTECEU
O Botafogo ficou mais de 50 dias sem técnico. O Alvinegro estava no mercado desde a saída de Artur Jorge, anunciada em 3 de janeiro deste ano ele foi para o Al-Rayyan, do Catar.
O Alvinegro perdeu dois títulos neste período. A equipe foi derrotada pelo Flamengo na Supercopa do Brasil e para o Racing, da Argentina, na Recopa Sul-Americana.
Paiva foi anunciado na noite desta quinta-feira (27). A divulgação do acerto foi feita após a derrota para o Racing, no Nilton Santos, no segundo jogo da Recopa.
O técnico português de 54 anos já teve passagem no futebol brasileiro. Paiva treinou o Bahia e deixou o clube em setembro de 2023 havia sido anunciado em dezembro de 2022.
Textor afirmou que Paiva era o mais preparado para o projeto do Botafogo, que foca na formação de talentos. O dono da SAF alvinegra destacou que a filosofia implementada é acreditar na juventude e achar um equilíbrio. O novo técnico passou mais de 15 anos nas categorias de base do Benfica.
O QUE MAIS TEXTOR FALOU
Nome certo para a vaga: "Renato demonstrou a confiança dele na juventude, ficando 15 anos na base do Benfica, optando por seguir em vez de subir ou aceitar outras propostas. (...) Ele foi o mais preparado, sabia mais dos nossos atletas do que eu."
Técnico alinhado com o clube: "É importante ter um treinador que não apenas conheça o nosso modelo esportivo, como também ser bom para o país e para o continente. O processo de acreditar na juventude é uma métrica. Quando olhamos para fora, vemos isso. Para criar esse modelo de campeão sustentável, temos que atingir esse balaço, entre jogadores que vem e vão. Queremos construir um time que não suba e desça como uma montanha-russa, mas que mantenha o alto nível".
Confiança na juventude: "É preciso confiar na juventude. Alguns treinadores, quando olham para o elenco, acabam se sentido inseguros porque têm uma mais inseguras profissões do planta. Então, treinar para evitar fracasso acaba sendo mais importante para muitos do que se treinar para ter sucesso. Por isso alguns optam por jogadores mais velhos, com mais experiencia, mas mais lentos, em vez dos atletas que estão se desenvolvendo".
Proposta a Jardine: "Fizemos uma oferta para André Jardine porque achávamos que era a pessoa certa, mas também tivemos outras boas conversas. Às vezes é só para conhecer as pessoas".
Papo com outros técnicos: "Como dono de muitos clubes, gosto desse processo de conversas com treinadores. Em 2021, tomei um café com Paulo Fonseca. Aqui estamos em 2025 e achamos que ele era perfeito para uma vaga aberta na nossa organização [Lyon]. Aproveitei esse tempo não só entrevistando, mas conversando com vários treinadores diferentes. Gosto de deixar essas conversas próximas, isso gera muitos rumores e especulações sobre quem receberia uma oferta, mesmo se não tivéssemos oferecido. É um processo que leva tempo".
Saídas de astros: "No caso de jogadores recentes que vieram para nos ajudarem, foi prometido que retribuiríamos se eles nos ajudassem a sermos ser campeões. Acredito que conseguimos sucesso rapidamente porque os jogadores confiaram que o Botafogo é um caminho maravilhoso em suas carreiras. Mostramos evidências de mudar a direção de jogadores pelo Botafogo e para a Europa, onde muitos sonham em jogar. A realidade econômica criou o caminho de imigração do Brasil e da América do Sul para a Europa. Isso existia antes de mim."



