Favorito diante de Verdasco, Murray enfrentou muita dificuldade na partida, que foi acompanhada por Alex Ferguson, seu compatriota, que deixou o comando do Manchester United depois do encerramento da temporada 2013/2013 do futebol europeu, após décadas de sucesso.
O primeiro set seguiu sem quebras de serviço até o 10º game, quando Murray perdeu o seu saque com uma dupla-falta e viu Verdasco fechar a parcial em 6/4. No segundo set, Murray chegou a abrir 3/1, com uma quebra de serviço no terceiro game, mas permitiu a reação do espanhol, que converteu break points no sexto e oitavo games e abriu 2 a 0 na partida ao fazer 6/3.
Sob pressão, Murray reagiu no terceiro set e foi soberano. Sem o ter o seu saque ameaçado, o britânico abriu 3/0 logo no começo e conseguiu a sua segunda quebra no set no sexto game. Em seguida, venceu o seu game de serviço e fechou a parcial em 6/1. No quarto set, Murray precisou salvar quatro break points e converteu o único que conseguiu, no sétimo game. Assim, venceu por 6/4 e provocou a realização do quinto set.
Na parcial decisiva, Murray voltou a aproveitar a única chance que teve para quebrar o saque de Verdasco, dessa vez no 11º game. Depois, confirmou o seu serviço e se classificou para as semifinais de Wimbledon, para delírio dos torcedores, esperançosos em ver um tenista britânico ser campeão da chave masculina de Wimbledon, o que não acontece desde 1936.
Nas semifinais, Murray vai enfrentar o polonês Jerzy Janowicz. Nesta quarta-feira, o número 22 do mundo avançou ao derrotar o compatriota Lukazs Kubot, 130º colocado no ranking da ATP, por 3 sets a 0, com parciais de 7/5, 6/4, e 6/4, em 2 horas e 7 minutos. Assim, se tornou o primeiro tenista do seu país a se classificar para as semifinais de Wimbledon.
Esta é a segunda vez que Janowicz causa surpresa em um torneio, já que no ano passado ele foi finalista do Masters 1000 de Paris. Agora, tentará voltar a causar assombro e estragar a festa da torcida em Wimbledon para Murray.

