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Muralha se emociona ao fazer desabafo e relata sofrimento da mãe

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Muralha se emociona ao fazer desabafo e relata sofrimento da mãe
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Alex Muralha foi um dos principais apontados como responsável pela derrota do Flamengo na final da Copa do Brasil contra o Cruzeiro, e vem sendo "massacrado" desde então.

Junto do goleiro, a família sofre, principalmente a mãe. Em entrevista a Eric Faria, do SporTV, o jogador desabafou sobre momentos após o fatídico jogo. "Difícil porque eu sentia o mundo caindo sobre mim. Já sabia que ia vir. Eu sabia que minha família ia sofrer muito, tanto que ontem desliguei o telefone e não queria falar com ninguém. Queria ficar no meu canto, fiquei em casa refletindo o que eu poderia ter feito melhor. Passa um filme, mas de tudo acho que fiz o meu melhor. Estudei, treinei. Dias antes a gente ficou só focado naquilo", contou.

Alex se emocionou ao falar sobre o sofrimento de sua mãe. "Fiquei emocionado, não sabia que ela foi ao médico e tomou remédio para dormir. Minha família é muito simples, fui criado na roça. Chegar onde cheguei é muito grande. Morava em casa de pau a pique, bem humilde, agora estar nesse patamar. Me tocou muito. Uma pessoa que desde pequeno te dá tudo e está sofrendo porque estou sofrendo. Mas Deus é bom e justo".

Sobre às críticas ao time, ele acredita:  "Saiu matéria botando culpa no desempenho do Flamengo. A culpa é do atleta. Infelizmente não defendi pênalti, mas aqui todos ganham e perdem juntos. Tô sendo massacrado o ano todo, sempre em cima de mim a culpa. Acostumei com isso, fiquei mais cascudo. Preparo o psicológico. Vai passar. Muralha não se define em pênaltis e jogos. Em algum momento vai mudar e coisas melhores virão", e explicou a decisão que vem sendo criticada de ter pulado apenas para um canto na disputa de pênaltis. "A decisão foi minha, simplesmente minha. Se eu fosse para todos os lados, ficasse parado, não pegasse nada, teria a mesma cobrança, tínhamos que ser campeão para tudo mudar. Não fomos. Estamos aprendendo muito esse ano, é um grupo mais forte, se unindo mais, sabemos onde vamos chegar. Conversei no dia anterior com o Victor Hugo (preparador de goleiros) e vendo todos os lances, eu falei 'Quero fazer isso'. Ele perguntou se eu estava confinate. 'Eu tô', respondi. Então ele disse: 'Faz o que teu coração mandar. Se na hora achar que não tem que fazer, não faz. Mas se achar que tem de fazer, vai lá e faz'", afirmou.

Ao final, ele admitiu que precisa melhorar na defesa dos pênaltis.  "Em todos os pontos, mas em penalidades, sim, evoluir, melhorar, trabalhar mais de alguma forma. Mas tudo aqui a gente trabalha, faz. É momento, creio que é momento, uma hora passa e vou pegar pênaltis. Mostrar que sei pegar penalidade. Quando comecei a carreira era uma das melhores coisas que eu fazia, era pegar pênalti. Chegar aqui e ter esse apelido por causa disso. É passageiro. É sofrido e é passageiro".

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