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Morumbis terá setores rebatizados e antigo letreiro do estádio será leiloado

Por Folha de São Paulo

29/02/2024 19h00 — em
Esportes



SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na esteira da parceria entre São Paulo e Mondelez que resultou no rebatismo do estádio do Morumbi para Morumbis, setores das arquibancadas também serão rebatizados e o antigo letreiro que nomeava o espaço será leiloado.

Durante um evento na tarde desta quinta-feira (29) no estádio para anunciar as novidades por causa da parceria, também foi apresentada uma maquete do novo letreiro que será instalado na entrada do Morumbis nas próximas semanas. O clube aguarda uma autorização da prefeitura para fazer a instalação.

Segundo Alvaro Garcia, vice-presidente de marketing da Mondelez, uma pesquisa será lançada na segunda quinzena de março nas redes sociais, por meio da qual o público poderá votar nos nomes que passarão a batizar os setores do estádio. Os nomes sugeridos ainda serão divulgados.

"Em vez de escolher os nomes internamente entre o São Paulo e a Mondelez, tomamos a decisão de lançar uma pesquisa com os torcedores", afirmou Garcia.

Ele acrescentou que as conversas entre o clube e a fabricante de chocolate começaram há cerca de um ano, e que a parceria tem como objetivo dobrar o mercado consumidor do chocolate Bis. De acordo com o executivo, o produto atinge um mercado de aproximadamente 65 milhões de pessoas.

"A afinidade entre o clube e a Mondelez é histórica. A Lacta lançou o Diamante Negro em homenagem ao Leônidas da Silva. A afinidade começou lá atrás e só fomos retomar ela agora", afirmou Garcia, em referência ao jogador que atuou pelo clube nos anos 1940.

Diretor de marketing do São Paulo, Eduardo Toni acrescentou que o antigo letreiro do estádio --São Paulo Futebol Clube Estádio Cícero Pompeu de Toledo - será leiloado. O valor arrecadado será revertido para o Fundo Social de São Paulo, projeto que fomenta programas sociais presidido pela primeira dama do Estado, Cristiane Freitas.

A exceção serão as iniciais C, P e T do antigo dirigente tricolor, que ficarão guardadas no memorial do clube. O diretor de marketing disse ainda que uma estátua em homenagem ao cartola está em produção e será instalada em um lugar de destaque dentro do estádio.

"O Cícero Pompeu de Toledo é um ícone e um nome muito importante da história do São Paulo." O leilão será lançado ao longo da próxima semana, com o resultado divulgado no final da primeira quinzena de março.

Toni disse ainda que a receptividade em relação ao novo nome do estádio tem sido boa junto ao público e a imprensa. "A aceitação tem sido muito rápida. A torcida está se referindo [ao estádio] como Morumbis, os meios de comunicação, o metrô passou a anunciar a estação como São Paulo - Morumbis", disse o executivo.

Quando estudou o projeto dos 'naming rights', afirmou, o clube reconheceu a dificuldade de se associar a marcas que descaraterizariam por completo o nome do estádio. "Até por isso a brincadeira de ser o menor naming rights do mundo, porque é só uma letra."

O diretor de marketing disse ainda que o clube tem "muita confiança" de que vai renovar o contrato com a Mondelez "muito antes" do término do prazo contratual.

O acordo entre o São Paulo e a Mondelez é de três anos, com um aporte total de R$ 75 milhões ao clube pela fabricante do chocolate. Os R$ 25 milhões anuais superam o que paga a seguradora Allianz ao Palmeiras pelo nome do Allianz Parque e o que desembolsa a farmacêutica Hypera Pharma ao Corinthians pelo nome da Neo Química Arena.

O modelo é diferente do adotado pelos rivais. O aporte total será menor, mas em um período também menor. O dinheiro anual será significativamente maior.

No caso do Palmeiras, a opção foi por derrubar o velho Palestra Itália para a construção de um novo estádio, inaugurado como Allianz Parque no fim de 2014. A construtora WTorre realizou as obras e, em troca, assumiu a operação da arena até 2044.

A empreiteira negociou os "naming rights" com a seguradora Allianz, por R$ 300 milhões em um período de 20 anos.

Foi também por R$ 300 milhões em 20 anos que o Corinthians cedeu o nome de seu estádio, inaugurado em 2013 como Arena Corinthians. Em 2020, a Hypera Pharma comprou o direito de rebatizar o espaço e o chamou de Neo Química Arena.

As parcelas anuais de R$ 15 milhões são corrigidas por índices de inflação. O Corinthians, por exemplo, calcula que levará mais de R$ 400 milhões ao fim do contrato.

De qualquer maneira, na entrada anual, o valor obtido pelo São Paulo será maior. Será um dinheiro importante para um clube que trabalha para superar dificuldades financeiras.

Ao fim de 2022, de acordo com o balanço do clube, a dívida estava na casa dos R$ 700 milhões. Os números de 2023 ainda serão contabilizados, mas, mesmo com um prêmio de R$ 88,7 milhões pela conquista da Copa do Brasil, a agremiação do Morumbi chegou ao fim do terceiro trimestre com um déficit de R$ 97 milhões no ano.

Agora, a expectativa é de algum alívio. Não apenas pelo acordo com a Mondelez mas pela venda de jogadores. A diretoria acertou recentemente a transferência do zagueiro Beraldo ao Paris Saint-Germain por 20 milhões de euros (R$ 106,6 milhões).


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