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Ministério Público analisa se volta do futebol no Rio descumpriu protocolos

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O Ministério Público do Rio de Janeiro encaminhou ofício à Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) pedindo esclarecimentos sobre mudanças no protocolo de segurança adotado antes da partida entre Bangu e Flamengo, realizada nesta quinta-feira (18), no Maracanã. O jogo marcou o retorno do campeonato estadual após a paralisação pela pandemia de Covid-19. O MPRJ diz ter sido informado pelo Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro) que o Flamengo não cumpriu diretrizes do protocolo de segurança, ao não ter realizado a concentração do time 48 horas antes da partida. Além disso, afirma que a Ferj apresentou nova versão do documento na véspera do jogo. O Ministério Público questionou a fiscalização feita pela Ferj e solicitou que a federação esclareça os fatos. Também diz que é necessário dar transparência ao protocolo, divulgando o mesmo com cinco dias úteis antes dos jogos, para não descumprir o estatuto do torcedor. Em sua defesa, a federação aponta que incluiu no protocolo um teste rápido com material coletado de nasofaringe, alegando que o exame tem eficácia comprovada pela sua comissão médica, formada por representantes de clubes, e pode substituir o exame PCR por ter resultado imediato, retirando a obrigação da concentração. A análise do tema vem sendo feito pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva e Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Capital. O protocolo Jogo Seguro foi aprovado pelas secretarias de saúde estadual e municipal e estabelece medidas para garantir o retorno das atividades esportivas de forma segura, na chamada fase 2 de flexibilização das medidas restritivas impostas no Rio. O torneio voltou no mesmo dia em que o estado do Rio de Janeiro passou da marca de 8.400 mortes por Covid-19, registrando o terceiro maior número de óbitos (274) em 24 horas desde o início da pandemia. Em campo, o Flamengo venceu o Bangu por 3 a 0, em um Maracanã vazio, com proibição de público. A alguns metros de onde a bola rolava, um hospital de campanha funciona para ajudar a cidade no combate à Covid-19. O local, no mesmo complexo esportivo, foi construído especialmente para isso e conta com cerca de 400 leitos. Nesta quinta, eram 54 internados e duas pessoas morreram. Desde a inauguração, foram 182 óbitos na unidade. Após o jogo, os espaços de entrevistas (zonas mista e coletivas) não estavam previstos como de costume, para preservar a segurança das pessoas presentes e evitar aglomerações. Os profissionais de imprensa tiveram que apresentar exame de coronavírus antes da entrada no Maracanã.

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