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'Medo de não conseguir me despedir com casa cheia', diz Ceni após título

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Campeão do estadual Cearense comandando o Fortaleza na noite desta quarta (21), o técnico Rogério Ceni deu uma entrevista considerada enigmática por torcedores após o duelo contra o Ceará, disputado na Arena Castelão. Ao ser questionado pela TV Verdes Mares sobre a sensação de ter conquistado mais um título com o clube nordestino, Ceni lamentou a hipótese de não conseguir se "despedir" com o estádio cheio -todos os jogos no Brasil estão sendo realizados com portões fechados diante da pandemia de coronavírus. "Lamento muito não comemorar um título com a torcida aqui dentro [da Arena Castelão]. É uma das coisas que eu mais tenho receio, que mais fico com medo: de não conseguir me despedir disso aqui com a casa cheia", iniciou o treinador. "Para mim seria uma tristeza muito grande, porque vivi tanta coisa boa com a casa cheia, né? E a gente não sabe quando volta o público e nem a carreira da gente como segue... Mas seria a coisa mais triste para mim não conseguir, um dia, me despedir com a presença do torcedor", completou. O comentário, além de deixar os torcedores do Fortaleza preocupados sobre uma possível saída, repercutiu também entre são-paulinos, que ficaram na expectativa por um retorno de Ceni ao clube. Alguns palmeirenses também cogitaram uma transferência do ex-jogador, já que o time está sem técnico e, após desistir de Miguel Ángel Ramirez, ainda procura o substituto de Vanderlei Luxemburgo. Rogério Ceni tem contrato com o Fortaleza até o fim do Brasileiro (fevereiro de 2021), e pretende cumpri-lo. Apesar do tom enigmático de sua declaração, fato é que o time cearense tem, até o fim do vínculo com o técnico, apenas mais duas possibilidades de títulos: Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, sendo que em ambas as competições o Fortaleza não aparece como favorito. Portanto, as declarações dadas por Ceni nada mais são do que um retrato do que o Fortaleza tem para disputar em campo até o fim do contrato do treinador. Depois de Ceni deixar o clube tricolor para comandar o Cruzeiro no ano passado, a cena não deve se repetir. Prova disso é que o técnico sequer quis abrir conversa para negociar com o Palmeiras -e não por se tratar de um ex-rival, mas por estar empregado e querer cumprir o contrato até o final.

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