Nesta quinta, o defensor público federal André Orgdacgy explicou que além da ação, a defensoria vai entrar com uma representação formal no Ministério do Esporte para que preserve os dois locais. O parque aquático está interditado. O estádio já foi praticamente todo demolido.
"Esses locais são essenciais à preparação do Brasil para as Olimpíadas nos esportes aquáticos e no atletismo", comentou Orgdacgy. "O mero repasse de verbas federais não vai solucionar o problema. Os atletas e a comunidade como um todo estão sem locais para treinar, competir e sem espaço de recreação, que foram retirados da sociedade".
O presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes, reclamou que mais de 200 atletas de ponta estão sem local adequado para treinar. "E mais de mil nadadores amadores de projetos sociais que frequentavam o Julio de Lamare diariamente agora estão desassistidos", lamentou.
A demolição dos dois espaços é defendida pelo governo estadual para melhorar a circulação dos torcedores. No lugar dos espaços esportivos, estão previstos estacionamentos e empreendimentos comerciais em dois prédios de 22 metros de altura e um heliporto.

