Manaus/AM - Com o número 8 nas costas, em meio aos meninos, a pequena Sophie Oliveira realizou um sonho no último domingo (24), ao estrear no Campeonato Amazonense sub-8 defendendo o Amazonas FC na vitória por 7 a 0 sobre o Fast Clube, pela 5ª rodada. Aos 8 anos de idade, ela é uma das beneficiadas com a regulamentação do futebol misto, chancelada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em março deste ano.
Sophie entrou em campo na segunda etapa e estreou em grande estilo, participando de um gol ao dar uma assistência. Por pouco, a primeira aparição não foi perfeita. Ela acabou parando no goleiro adversário quando arriscou uma finalização.
A paixão pelo futebol tem explicação e um exemplo dentro de casa. O pai de Sophie é Igor Oliveira, coordenador técnico da base do Amazonas FC, que trabalhou no primeiro time e título da história do clube, na segunda divisão estadual em 2019. Depois de experiências no futebol paraense, ele retornou à Onça-pintada neste ano, e identificando a aptidão de Sophie, logo a matriculou na escolinha.
Hoje em rápida ascensão e próximo de conquistar uma vaga na Série B do Brasileiro, o clube aurinegro é mais novo que a própria Sophie. A relação entre os dois é interligada desde o ano de fundação, quando ela pedia ao pai para entrar em campo junto com os atletas. Igor conta que, desde lá, Sophie passou a gostar muito de futebol, se sente à vontade no ambiente e tem procurado conhecer a história.
“É o primeiro time em que ela participa, a primeira competição. A Sophie é a filha do meio, de três meninas. Ela é muito apegada comigo, então sempre foi a fiel escudeira, fazendo questão de estar presente nos jogos. Ela sempre foi muito vinculada ao futebol, mais do que as outras, gosta de ir pro campo, gosta muito de jogar futebol. Ela é fissurada na história do futebol, sempre está buscando aprender a ter informações. Ela vem com umas conversas assim, puxando o tempo de Pelé, que nem eu sei, começa a trazer umas curiosidades vendo no YouTube. E ela criou esse desejo, quase uma fissura mesmo pela prática”, disse Igor Oliveira.
O dia da estreia foi muito especial para Sophie, que naturalmente estava ansiosa e encantada ao participar pela primeira vez de uma competição. Igor conta o que notou de diferente no comportamento da filha e brinca que ela até mesmo repetiu alguns gestos que os atletas profissionais costumam fazer.
“Ela estava muito ansiosa, ficou até meia dispersa, incrédula. Era uma sensação, e eu fiquei de longe, depois comentando com a mãe dela, não interferi em nada e acompanhei o processo. Fiquei olhando, e ela estava num êxtase, pelos comportamentos. Foi engraçado um detalhe. Normalmente, um jogador tem o costume de se benzer quando finaliza alguma jogada, e ela repetiu esse gesto num determinado momento do jogo, achei curioso. Depois revimos o jogo inteiro juntos em casa, ela estava encantada”, completa Igor.
O futebol misto foi regulamentado neste ano, possibilitando que meninas e meninos atuem juntos nas competições amadoras de base pelo Brasil. A iniciativa é um grande passo para democratizar e massificar a prática do futebol pelas atletas, removendo barreiras para o surgimento e o desenvolvimento de novos talentos, como Sophie e o exemplo de Maitê, que defende o São Raimundo na mesma competição.
Com informações da assessoria




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