SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A tenista americana Sofia Kenin, 21, é a mais nova campeã de um torneio do Grand Slam. Na manhã deste sábado (1º), ela derrotou a espanhola Garbiñe Muguruza, 26, na final do Australian Open, por 2 sets a 1 (4/6, 6/2 e 6/2).
Em sua primeira decisão num dos quatro principais campeonatos do tênis (nunca havia passado das oitavas de final em nenhum deles), Kenin sofreu no primeiro set com a consistência de Muguruza, vencedora de Roland Garros em 2016 e Wimbledon em 2017.
O primeiro mérito da americana, que disputava o Australian Open pela terceira vez na carreira, foi não ter se abalado pelo início de jogo. Na parcial seguinte, ela variou seu repertório de golpes, assumiu o controle das ações e empatou a partida, levando a final para o set decisivo.
Ali, mostrou um controle emocional surpreendente. Quando sacava no quinto game com 2 a 2 no placar, a americana se viu em desvantagem de 0-40. Decidiu arriscar, fez cinco pontos seguidos em bolas vencedoras e se manteve na frente. Em seguida, quebrou o serviço da espanhola para abrir vantagem e liderar até o fim do duelo.
Durante o torneio, ela já havia alertado sobre sua capacidade de acreditar até o fim. "Se você quiser me derrotar, tem que realmente me derrotar. Você tem que matar o jogo. Não importa como esteja o placar, eu ainda estarei lutando e fazendo o meu melhor para virar a partida", afirmou.
O vaivém de emoções do confronto teve sua melhor representação nas expressões faciais de Kenin durante as duas horas e três minutos de ação. A jovem claramente não estava preocupada em demonstrar insegurança ou mesmo irritação em alguns momentos.
Quando Muguruza cometeu a dupla falta que decretou o seu título, a americana parecia não acreditar no que estava acontecendo. Depois de cumprimentar a família, de origem russa --ela nasceu em Moscou e foi para os EUA ainda no primeiro ano de vida--, abriu os braços num gesto de incredulidade.
Sua trajetória no tênis teve início aos 5 anos e sempre foi acompanhada de perto pelo pai, Alexander, até hoje seu principal treinador. Altamente dedicada a se tornar uma profissional do esporte, a atleta recebeu educação domiciliar na Flórida.
"Meu sonho se tornou oficialmente realidade. Se você tiver um, vá atrás dele", ela disse durante a cerimônia de premiação neste sábado.
Então 15ª colocada do ranking mundial, Kenin assumirá a 7ª posição na lista de segunda-feira (3) e também se tornará a melhor americana do circuito, à frente de Serena Williams (9ª). Após um 2019 ruim, Muguruza comemorou a boa campanha que a fará saltar de 32ª para 16ª.
A improvável conquista de Kenin soma-se a outras surpresas nas chaves femininas de Slam recentemente. Os últimos 12 torneios desse nível consagraram 10 campeãs diferentes. Em oito ocasiões, uma tenista ficou com o troféu pela primeira vez na carreira.
Agora, a jovem americana abre os anos 2020 mantendo a tendência de ineditismo e renovação do circuito. A japonesa Naomi Osaka ganhou o US Open em 2018 com 20 anos e o Australian Open em 2019. No ano passado, a australiana Ashleigh Barty faturou Roland Garros aos 23, e a canadense Bianca Andreescu levou o US Open aos 19.
O cenário contrasta com o domínio dos mesmos nomes de sempre no circuito masculino, que ainda não teve um campeão de Slam nascido nos anos 1990.
Em sua primeira decisão num dos quatro principais campeonatos do tênis (nunca havia passado das oitavas de final em nenhum deles), Kenin sofreu no primeiro set com a consistência de Muguruza, vencedora de Roland Garros em 2016 e Wimbledon em 2017.
O primeiro mérito da americana, que disputava o Australian Open pela terceira vez na carreira, foi não ter se abalado pelo início de jogo. Na parcial seguinte, ela variou seu repertório de golpes, assumiu o controle das ações e empatou a partida, levando a final para o set decisivo.
Ali, mostrou um controle emocional surpreendente. Quando sacava no quinto game com 2 a 2 no placar, a americana se viu em desvantagem de 0-40. Decidiu arriscar, fez cinco pontos seguidos em bolas vencedoras e se manteve na frente. Em seguida, quebrou o serviço da espanhola para abrir vantagem e liderar até o fim do duelo.
Durante o torneio, ela já havia alertado sobre sua capacidade de acreditar até o fim. "Se você quiser me derrotar, tem que realmente me derrotar. Você tem que matar o jogo. Não importa como esteja o placar, eu ainda estarei lutando e fazendo o meu melhor para virar a partida", afirmou.
O vaivém de emoções do confronto teve sua melhor representação nas expressões faciais de Kenin durante as duas horas e três minutos de ação. A jovem claramente não estava preocupada em demonstrar insegurança ou mesmo irritação em alguns momentos.
Quando Muguruza cometeu a dupla falta que decretou o seu título, a americana parecia não acreditar no que estava acontecendo. Depois de cumprimentar a família, de origem russa --ela nasceu em Moscou e foi para os EUA ainda no primeiro ano de vida--, abriu os braços num gesto de incredulidade.
Sua trajetória no tênis teve início aos 5 anos e sempre foi acompanhada de perto pelo pai, Alexander, até hoje seu principal treinador. Altamente dedicada a se tornar uma profissional do esporte, a atleta recebeu educação domiciliar na Flórida.
"Meu sonho se tornou oficialmente realidade. Se você tiver um, vá atrás dele", ela disse durante a cerimônia de premiação neste sábado.
Então 15ª colocada do ranking mundial, Kenin assumirá a 7ª posição na lista de segunda-feira (3) e também se tornará a melhor americana do circuito, à frente de Serena Williams (9ª). Após um 2019 ruim, Muguruza comemorou a boa campanha que a fará saltar de 32ª para 16ª.
A improvável conquista de Kenin soma-se a outras surpresas nas chaves femininas de Slam recentemente. Os últimos 12 torneios desse nível consagraram 10 campeãs diferentes. Em oito ocasiões, uma tenista ficou com o troféu pela primeira vez na carreira.
Agora, a jovem americana abre os anos 2020 mantendo a tendência de ineditismo e renovação do circuito. A japonesa Naomi Osaka ganhou o US Open em 2018 com 20 anos e o Australian Open em 2019. No ano passado, a australiana Ashleigh Barty faturou Roland Garros aos 23, e a canadense Bianca Andreescu levou o US Open aos 19.
O cenário contrasta com o domínio dos mesmos nomes de sempre no circuito masculino, que ainda não teve um campeão de Slam nascido nos anos 1990.
