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Jogadores que entraram numa fria mantêm confiança de nova chance na seleção

EL ALTO, BOLÍVIA (UOL/FOLHAPRESS) - O jogo contra a Bolívia passou longe de ser a situação mais favorável para mostrar serviço ao técnico Carlo Ancelotti. Mas quem recebeu chance de mostrar em El Alto, na derrota brasileira por 1 a 0, aposta que pode voltar à seleção na reta final da preparação para a Copa.

Essa foi a situação vivida, por exemplo, pelo lateral-esquerdo Caio Henrique. Foi o primeiro jogo dele com Ancelotti, depois de ter visto Douglas Santos ir bem no jogo contra o Chile, no Maracanã. Na altitude, teve trabalho com Miguelito, que explorou o lado direito do ataque da seleção da casa.

"A gente sabe que para voltar a gente tem que continuar bem no nosso clube. Mas em relação ao jogo, ele deu total liberdade para a gente, confiança, deixou a gente livre para jogar. Ele mesmo disse, ele sabia que ia ser difícil também, então ele só disse para a gente entrar e fazer o nosso melhor. E foi o que a gente tentou fazer hoje, infelizmente não foi suficiente. E agora tomara que a gente consiga trabalhar, que a gente consiga estar aqui novamente para fazer mais jogos com a seleção", disse o jogador do Monaco.

Vitinho foi convocado de última hora, substituindo o lesionado Vanderson. E a estreia do lateral que é treinado pelo filho de Ancelotti, Davide, no Botafogo, já ficou clara que seria afetada logo cedo no jogo.

"Eu dei dois sprints no jogo e comecei a abafar. Isso atrapalhou muito. A gente fica chateado pelo resultado. Agora é seguir bem no clube para ter uma nova chance na seleção. Ainda não estou bem, estou meio ofegante, fiquei meio zonzo. Usei oxigênio, melhorei um pouco", contou ele, ao deixar o estádio.

Jean Lucas é outro em situação similar a Vitinho. A diferença é que ele foi a campo apenas no segundo tempo, quando o Brasil já estava sucumbindo e em desvantagem. Chamado para o lugar de Joelinton, ele gostou a experiência com Ancelotti.

"Foi algo inesquecível para mim. Queria hoje sair daqui com o triunfo, sair daqui com o resultado positivo, mas acho que jogar aqui é algo surreal, pesa muito. Ancelotti me ajudou nos treinamentos, conversou comigo. É um cara surreal e tenho muito o que aprender com ele", comentou o volante do Bahia.

O cenário também se aplica a Samuel Lino, que foi titular e logo no primeiro sprint já sofreu para puxar o ar. Mas ele saiu com pressa e não falou na zona mista do estádio em El Alto.

A próxima convocação de Ancelotti será para os amistosos contra Japão e Coreia, na Asia. Até a convocação final para a Copa, o Brasil ainda vai jogar em novembro e em março.

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