"Tem a lei para ser cumprida, não é essa a maneira de resolver", afirmou Haddad. De acordo com ele, outros critérios serão levados em conta para escolher as pessoas que vão morar nas 55 mil unidades prometidas para o mandato.
"Não vamos garantir lugar na fila para quem ocupa as áreas públicas. O lugar é decidido com o movimento organizado, com a população que já está no cadastro do programa Bolsa-aluguel, que foi removida de área de risco", disse.
O prefeito teve reunião com representantes de movimentos de moradia na tarde de ontem. "Nós tratamos com todo o respeito o movimento de moradia e estamos deflagrando um processo. Só em agosto foi autorizada a construção de 4 mil habitações de interesse social", disse.
Os movimentos cobram o poder de indicar 20 mil das 55 mil moradias prometidas. A última invasão foi no domingo, com 200 pessoas num edifício da Rua Vitória, no centro.
Reintegração. Na manhã de ontem, uma reintegração de posse em um prédio na Rua 21 de Abril, na Mooca, zona leste de São Paulo, foi suspensa por 60 dias.
A Polícia Militar iniciou a operação às 6h30. Segundo a polícia, havia no local cerca de 300 pessoas - 100 delas se recusavam a sair. A propriedade tem 3.590 metros quadrados e vale R$ 15 milhões, com rendimentos de aluguel mensal de R$ 100 mil, de acordo com avaliações no processo.
As negociações ocorreram de forma pacífica, ainda segundo a PM. Às 13h30, os soldados receberam a ordem de interromper a reintegração. A ocupação não é vinculada a nenhum movimento organizado pró-moradia, segundo líderes comunitários. No entanto, as famílias foram assistidas pelo Movimento Moradia da Cidade de São Paulo.
Representantes da Defensoria Pública do Estado (DPE) e da Secretaria Municipal de Assistência Social foram até o edifício, situado na altura do número 300.
Segundo ativistas que acompanharam a processo de remoção, um defensor público foi até o fórum onde tramita ação de reintegração de posse para cancelar a liminar que determinou a saída dos moradores. A ação, segundo eles, foi proposta pelo proprietário do imóvel, um industrial búlgaro com residência em Miami, nos Estados Unidos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .


