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Graham Potter foi de técnico de time da 4ª divisão sueca ao Chelsea

Técnico

SÃO PAULO/SP - Nesta quarta-feira (14), Graham Potter faz sua estreia no comando do Chelsea na partida contra o RB Salzburg, pela segunda rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões 2022/23.

Apesar de ser inglês, o técnico não seguiu os passos de muitos de seus compatriotas, que começam a carreira como treinadores justamente no país. A caminhada de Potter como comandante de uma equipe se iniciou no modesto Östersund, da quarta divisão do Campeonato Sueco, em 2010.

Potter é um dos grandes nomes da história do clube sueco. Isso porque, durante seus oito anos no comando técnico, levou a equipe da quarta divisão até a elite do futebol local.

Único título da história do Östersund

Em abril de 2017, Graham Potter se garantiu ainda mais na história do Östersund. Isso porque, depois de levar a equipe à elite do futebol nacional, também guiou o clube para o seu primeiro título: a Copa da Suécia.

A competição começou com uma fase de grupos onde os comandados de Potter venceram todos os três jogos que fizeram e lideraram sua chave. Nas quartas de final, o Östersund passou pelo Trelleborg, vencendo por 4 a 1, e, na semifinal, bateu o Häcken.

Na grande decisão da competição, a equipe não tomou conhecimento do Norköpping e conquistou o título com um placar de 4 a 1 a seu favor. Mais do que a taça, o Östersund garantiu sua classificação para as fases preliminares da Liga Europa da temporada seguinte.

Eliminação, mas com vitória histórica

Sob o comando de Potter, o Östersund não só chegou à fase de grupos da Liga Europa na temporada 2017/18, como também fez isso eliminando equipes tradicionais como Galatasaray e PAOK nas etapas preliminares.

Na fase de grupos, a equipe sueca enfrentou Athletic Bilbao (ESP), Hertha Berlin (ALE) e Zorya (UCR). Com três vitórias, dois empates e uma derrota, o Östersund fechou as seis rodadas na segunda colocação e se classificou para o mata-mata.

Foi justamente no jogo que decretou sua eliminação que o time de Graham Potter fez história. Na fase de 16 avos de final, o Arsenal foi o adversário. Na Suécia, os ingleses levaram a melhor, vencendo por 3 a 0. No entanto, no Emirates Stadium, em Londres, os suecos conquistaram um triunfo de 2 a 1, que é considerado um dos maiores resultados da história do clube.

Primeiro time no futebol inglês

Em julho de 2018, Graham Potter deixou o Östersund para se juntar ao Swansea, que é do País de Gales, mas disputa as divisões do futebol inglês. Àquela altura, o clube estava na Championship (equivalente à 2ª divisão do futebol local).

O técnico não conseguiu levar o Swansea de volta à Premier League ao longo dos 51 jogos em que esteve no comando. Mesmo assim, o time apresentou futebol ofensivo e Potter acabou chamando atenção do Brighton.

Consolidação do Brighton na elite

Graham Potter chegou ao Brighton tendo como missão salvar a equipe do rebaixamento nas rodadas finais da Premier League na temporada 2019/20. Ao final do campeonato, o time ficou na 15ª colocação, com 41 pontos, sete pontos acima do Bournemouth, primeiro clube do Z3.

Na temporada seguinte, a missão foi a mesma. Com elenco reduzido e bem menos investimento que grande parte dos adversários, o Brighton ficou na 16ª colocação, com a mesma pontuação do ciclo anterior.

A temporada 2020/21 foi a melhor do Brighton nos últimos anos e surpreendeu. Com 51 pontos, o time comandado por Graham Potter fechou a Premier League na 9ª colocação, ficando cinco pontos abaixo do West Ham, que foi o 7° colocado e garantiu a vaga inglesa na Conference League.

Chegada ao Chelsea

O nome de Graham Potter foi o 'plano A' da diretoria do Chelsea de acordo com a imprensa inglesa após a demissão de Thomas Tuchel. A cúpula dos Blues optou por um treinador que já estava empregado em lugar de investir em nomes mais consolidados e que estão sem emprego, como são os casos de Zidane e Maurício Pochettino.

Para tirar Potter do Brighton, o Chelsea pagou cerca de 18,4 milhões de euros (R$ 95,6 milhões na cotação atual), segundo o jornal "The Independente". A quantia tornou o inglês o segundo técnico mais caro da história, ficando atrás apenas de Julian Nagelsmann, que deixou o RB Leipzig para ir ao Bayern de Munique.

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