Dos 12 estádios da Copa do Mundo de 2014, seis ainda estão em construção. A previsão é de que eles sejam entregues até o final de dezembro, quando acaba o prazo. Em sua última visita ao Brasil, no começo do mês, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, passou por Cuiabá e revelou preocupação com o risco de atraso na conclusão da Arena Pantanal, possibilidade agora admitida pelo governador do Mato Grosso.
A Arena Pantanal tem 85% das obras concluídas, segundo último levantamento, mas vive agora um impasse envolvendo a compra e instalação das 44 mil cadeiras. A aquisição dos assentos foi suspensa por suspeita de superfaturamento no valor cobrado pela empresa Kango do Brasil Ltda, que foi a vencedora da licitação. O governo chegou a programar um novo pregão presencial, mas a Desk Móveis Escolares Produtos Plásticos Ltda, única participante, foi acusada de ser inidônea, o que a impediria de assinar contratos com a administração pública.
Nesta quinta-feira, um acordo judicial firmado em audiência de conciliação entre a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) e a empresa Kango garantirá uma economia aos cofres públicos de aproximadamente R$ 1,5 milhão na aquisição das cadeiras da Arena Pantanal. A minuta do novo contrato será apresentada ao Poder Judiciário no prazo de 72 horas, para que o negócio seja liberado.
Assim, o governo do Mato Grosso espera resolver o imbróglio e evitar um possível atraso na entregas das obras. Atualmente, o ritmo do trabalho no estádio tem sido intenso, principalmente na instalação da cobertura, na preparação do gramado, no acabamento interno e no entorno. A Arena Pantanal, em Cuiabá, receberá quatro partidas da Copa do Mundo de 2014, todas da primeira fase.


