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Gobbi reage à nota do Palmeiras: 'Leila não tem moral pra limpar meu sapato'

Por Folha de São Paulo

27/02/2024 20h00 — em
Esportes



SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Ex-presidente do Corinthians, Mário Gobbi rebateu o comunicado do Palmeiras sobre as críticas dele a Abel Ferreira. Em nota, o Alviverde classificou as declarações de Gobbi como "irresponsáveis e preconceituosas" e "de cunho xenófobo".

Gobbi ratificou sua posição em relação ao comportamento de Abel e disparou contra a presidente do Palmeiras, Leila Pereira. "Leila não tem moral para limpar a sola do meu sapato", afirmou.

O ex-mandatário corintiano fez críticas ao treinador palmeirense.

"Na entrevista, a gente estava falando sobre técnicos e eu estava defendendo os técnicos, eu fiz uma tese em defesa dos treinadores, penso que estão totalmente desprotegidos, abandonados e que hoje vigora o princípio de que a culpa é do técnico, não se responsabiliza em nada os jogadores e o elenco, nem direito de pedir multa o técnico tem mais. Os técnicos estão no fim aqui no Brasil. Dentro desse contexto, surgiu a questão do Abel, eu disse que o Abel é o melhor técnico em excelência no Brasil, contudo isto não lhe dá o direito de extrapolar como ele vem extrapolando", comentou.

"A análise que eu fiz não é dos últimos seis meses. Nos últimos cinco anos, acompanho tudo sobre futebol. Eu fiquei estarrecido com a postura do Abel no banco de reservas, eu acho que não é postura de um profissional, não que ele agrediu fisicamente, mas a agressão é gênero que comporta duas espécies: agressão física e moral. E a [agressão] moral ele fez muito com vários jogadores de outros times, ele quer apitar jogos, isso eu vejo muito na TV, ele é agressivo, não fisicamente, moralmente com as arbitragens, ele não trata com urbanidade os colegas da imprensa. Ele percebeu que veio de fora, com ideias novas, propostas novas, tudo isso nós reconhecemos nele, mas não dá o direito a ele de querer mudar o calendário do futebol brasileiro, que é uma cultura que está aqui há anos e não vai mudar por causa dele. Então, o sujeito ficar quatro anos descendo o porrete no nosso calendário é profundamente desagradável para quem mora e trabalha aqui. Ora, se ele vê que não muda e se ele toda vez repete as mesmas críticas ao futebol brasileiro, ele deveria respeitar um pouco quem vive do futebol aqui e da nossa cultura. Se ele não está feliz, se ele não consegue treinar jogando quarta e domingo, é melhor ele procurar outro país que só joga domingo."

Para Gobbi, a conduta do Abel gera violência no futebol: "Vejam que os outros técnicos passaram também a ser agressivos com os árbitros. Tenho visto no Paulista técnicos de time menores com uma agressividade muito grande. Até na nota que o Palmeiras deu, ele diz que minhas declarações causam violência. Pelo contrário: a conduta do Abel gera violência no futebol. Mas o que mais me assusta é a apatia da Federação Paulista de Futebol, o Reinaldo [Carneiros Bastos, presidente da FPF] é um homem omisso, ele se esconde atrás daquele prédio, eu conheço bem ele, fui presidente com ele lá. Os presidentes de clube vendo tudo isso, ninguém fala nada, nada, eu nunca vi um colégio de presidentes tão omisso. E nós estamos indo para uma Torre de Babel".

Para completar, vieram as críticas à presidente do Palmeiras, Leila Pereira. "O que eu repudio na nota é a xenofobia, isso eu não pratiquei. O que eu falei está escrito, quem quiser ouça o que eu disse, e ninguém tem moral para falar para mim que eu cometi xenofobia, pratiquei violência, principalmente a Dona Leila, ela não tem moral para limpar a sola do meu sapato. Fizeram uma nota violenta, falsa e mentirosa. Eu critiquei o Abel, sim, e é direito meu constitucional criticá-lo. E as críticas estão bem claras, não constitui nenhum crime, nenhum ilícito, absolutamente nada. Só não me ponha xenofobia, que estou provocando a violência, porque quem provoca a violência e a revolta do torcedor é a conduta do treinador. Não como treinador, porque ele é o melhor do Brasil, mas o que ele já fez, faça uma playlist do que ele já fez no futebol brasileiro que é um desrespeito com o torcedor brasileiro."


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