RIO, 30 (AG) - A partir desta terça-feira, o GLOBO traz em suas páginas e no seu site um time de colunistas para representar quatro clubes. Quatro torcedores com verve e sagacidade que vão reforçar a editoria de Esportes neste Brasileiro, para falar de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco sem rodeios, destilando paixão declarada e zoação com leveza, como nas melhores rodas de bar.
As microcolunas da Galera do GLOBO serão publicadas de terça a sexta-feira, num revezamento entre o alvinegro Hélio de La Peña, o rubro-negro Marcelo D2, o tricolor Toni Platão e o vascaíno Marcos Veras, que vão trazer suas memórias e seus prognósticos. Cada um terá uma espaço semanal, incrustado no noticiário para exercer o direito à corneta.
- Eu espero que os botafoguenses se divirtam e que saibam que a gente vai discordar um pouco de vez em quando - diz o humorista De La Peña, com larga carreira no "Casseta & Planeta", que escreverá às terças. Empolgado com a Libertadores, ele guarda um lugar no coração para o eterno Jairzinho, mas tem um carinho todo especial com Valtencir, zagueiro limitado do final dos anos 1960. Afinal de contas, todo torcedor tem um pereba do coração.
- O meu é o Obina. Nunca ri tanto num estádio como quando ele jogava - conta o rapper Marcelo D2, que encara a coluna, que será às quartas-feiras, com um belo desafio. - Adoro escrever. O lance vai ser descobrir o tom, mas falar do Flamengo é um assunto gostoso demais. Tô amarradão - conta o vocalista do lendário Planet Hemp, que acha o time de hoje "organizadinho demais e maldoso de menos".
Nas quintas-feiras, é a vez da filosofia do tricolor Toni Platão, acostumado a alternar sua voz entre os palcos de rock e os debates futebolísticos "Rockbola" e "Popbola", os quais já integrou. Com a serenidade dos veteranos, ele mata a coluna no peito e sai jogando de cabeça erguida:
- Vai ser fácil, porque o Fluminense disputa final do Estadual, Primeira Liga, Sul-Americana, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, não vai faltar assunto… difícil é a vida do Veras - ironiza.
De fato, o Vasco do ator e roteirista Marcos Veras, que escreve às sextas-feiras, só tem o Brasileiro a disputar até o fim do ano. Ciente do momento do clube, que passa por eterna transição, o carioca da Zona Portuária respira fundo e professa responsabilidade:
- O momento de fato não é tão bom quanto foi nos anos 1980 e 1990, com aqueles artilheiros todos. Mas o importante é que a paixão não morre. Para mim, vai ser uma honra poder falar dessa paixão e do que precisa melhorar ali dentro.

