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Fred minimiza falta de jogos da seleção contra europeus antes da Copa

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - A ausência de amistosos contra times europeus é um dos pontos mais debatidos externa e internamente na seleção brasileira em preparação para a Copa do Mundo. Nesta terça-feira (15), em entrevista coletiva em Teresópolis, onde a a delegação está concentrada para a Copa América, Fred minimizou a relevância desses confrontos.

O meio-campista do Manchester United afirmou que é possível chegar a um patamar elevado só com enfrentamentos entre sul-americanos e destacou que até os times menores do continente oferecem resistência ao Brasil por jogarem sempre fechados e no contra-ataque.

A comissão técnica e a diretoria da CBF enfrenta dificuldades para marcar amistosos contra europeus desde o ciclo da Copa passada, e isso só piora com a criação da Liga das Nações da Uefa, que dificultou ainda mais o encaixe nos calendários dos times do Velho Continente. Tite busca diariamente alguma solução para esse problema.

"A Europa tem grandes equipes, mas, aqui, na América do Sul, também tem bons times, com jogos difíceis, como Argentina e Uruguai. Até mesmo se você parar para ver, uma equipe menor aqui é muito difícil de jogar com a gente. Contra o Brasil, eles jogam se defendendo muito e sempre no contra-ataque. É um parâmetro para nós."

"Temos um trabalho importante e não necessariamente precisamos jogar contra as europeias. É um trabalho bem feito aqui e temos que continuar. Temos uma competição que agora estamos focados e temos condições de chegar à final e sermos campeões. Não vai ser fácil, então vamos nos manter focados", completou o atleta, que tem sido titular da seleção nos últimos jogos.

Fred chegou a ser convocado para a última Copa do Mundo, na Rússia, em 2018, mas não pôde atuar por conta de uma lesão que teve nos treinamentos. Ele ainda relembra os momentos difíceis que viveu por conta desse problema e usa a experiência que teve naquela ocasião para afirmar que o Brasil está preparado para um novo Mundial.

"A seleção está preparada e é uma grande equipe. Desde a última Copa, o Tite já faz um trabalho visando a próxima Copa. Estamos preparados, com um grande treinador e que vem fazendo um grande trabalho. Se a Copa fosse hoje, estaríamos preparados", analisou. "Estamos em um patamar avançado, sim", completou.

Ele vê Tite seguindo uma linha parecida desde a preparação para a Copa da Rússia até aqui e destaca que as pequenas diferenças existem apenas pela mudança de nomes que são convocados.

"Mudam os jogadores e algumas das características. Taticamente é a mesma coisa. Mas, às vezes, você joga com um jogador que tem saída de bola melhor, outro dribla melhor... Tudo depende de quem vai jogar, e o Tite sempre enxerga isso, para ajustar a equipe conforme os jogadores que estão em campo", relembrou.

Depois de vencer a Venezuela na estreia, o Brasil agora segue em Teresópolis para se preparar para o jogo da próxima quinta (17), contra o Peru, no estádio Nilton Santos.

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