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Fluminense perde ação na Justiça em que pedia para não ser mais chamado de ‘Tapetense’

Virada de mesa

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Fluminense perde ação na Justiça em que pedia para não ser mais chamado de ‘Tapetense’
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O Fluminense voltou a ser notícia e motivo de chacota dos adversários nesta segunda-feira (20), novamente por questões fora de campo e envolvendo a Justiça. O clube perdeu processo que movia contra jornalista da ESPN, para que não fosse mais chamado de “Tapetense”, apelido que recebeu dos adversários após viradas de mesa, como a de maior destaque sendo a que ocorreu em 2000, quando o clube subiu da Série C para a Série A. 

O processo foi movido pelo clube em 2017, após o jornalista Paulo Cezar de Andrade Prado publicar um texto onde relatava as viradas de mesa do tricolor fora de campo e usando o termo ‘Tapetense’. 

"Se nos últimos anos suspeitas de ações de bastidores do futebol pairam sobre a equipe (que passou a ser tratada pelos adversários como 'Tapetense'), desde a vergonhosa ascensão da Série C para a Série A do Brasileiro, decidida numa canetada, até a provável conivência com a parceira, Unimed, no que seria a compra da alma do presidente da Portuguesa, Manuel da Lupa, que culminou no rebaixamento da Lusa e consequente salvação dos cariocas, mais uma vez encontrar-se-a razões para desconfianças. O Flu é enorme, porém, há anos,encontra-se gerido por pigmeus da moralidade, gente que não percebe o desserviço realizado à imagem do clube, ou, em percebendo, pouco da bola às consequências", escreveu Mauro Cezar.

O tricolor pedia R$ 50 mil em danos morais e que a publicação fosse retirada do ar. O juiz da 2ª Vara Cível de São Paulo, Tom Alexandre Brandão, emitiu a decisão negando a indenização e que o termo usado está dentro do direito à liberdade de expressão. 

"No caso dos autos, considero que não houve qualquer excesso a justificar a retirada da reportagem do ar ou, ainda, a reparação dos danos alegados. A crítica feita pelo réu é absolutamente legítima", justificou o juiz no processo.

"Como bem observa a petição inicial e a própria postagem questionada, o clube autor tem uma história fantástica e importância destacada no cenário futebolístico nacional. Mas essa história, para muitos torcedores e amantes do futebol, foi manchada pelo episódio referido na matéria, mais precisamente o acesso direto à Série A do Campeonato Brasileiro por um time que havia disputado (e vencido) a Série C no ano anterior", continuou. 

"Perfeitamente possível e até mesmo necessário que sejam feitas críticas à forma pouco profissional como os dirigentes conduzem esse patrimônio nacional que é o futebol. Nesse passo, a alcunha utilizada pelo réu 'Tapetense' deve ser compreendida no contexto de exercício legítimo de crítica à organização do futebol nacional, que houve por bem permitir a ascensão do clube autor da Série C diretamente para a Série A", acrescentou o magistrado.

O juiz ainda fez uma crítica ao Fluminense para que o clube lutasse por mais transparência e respeito as regras esportivas. O tricolor da Laranjeiras ainda terá de arcar com os custos processuais e ainda pode recorrer da decisão. 

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