O caso Diego ganhou novo capítulo. Desta vez, favorável ao Fluminense. O Tricolor entrou com ação na Justiça contra o Sport e o São Paulo e teve atendido seu pedido de tutela antecipada dos R$ 5 milhões referentes a 50% dos direitos econômicos do meia, vendido por R$ 10 milhões pelo clube pernambucano aos paulistas no início do ano.
A decisão foi dada pela juíza Fernanda Galliza do Amaral, da 4ª Vara Cível do Rio de Janeiro. A magistrada obriga o São Paulo a depositar em juízo toda a quantia restante pela aquisição do atleta até que o caso tenha um desfecho definitivo. O clube paulista já pagou R$ 5 milhões ao Sport.
Na ação, além de pedir sua parte na transação, o Fluminense também cobra uma multa de 10% dos pernambucanos pelo fato de eles terem descumprido o contrato original, e juros pelo montante devido. O Tricolor também quer ter o direito de sacar R$ 1 milhão antes do fim da causa, tendo em vista que este valor não está em discussão.
O imbróglio ocorreu porque, por contrato, Fluminense e Sport detinham, cada um, 50% dos direitos econômicos do atleta. Os pernambucanos, no entanto, negociaram o meia ao São Paulo por R$ 10 milhões e acertaram que, deste montante, apenas R$ 1 milhão seria repassado ao clube das Laranjeiras.
A decisão foi baseada num e-mail trocado no último dia 29 de dezembro entre o gerente da base do Fluminense Marcelo Teixeira e Eduardo Uram, empresário de Diego Souza. Nesta conversa, o dirigente tricolor concorda em negociar a parte relativa ao Tricolor pelo valor de R$ 1 milhão.
O Fluminense argumenta que a mensagem foi retirada do contexto original. Segundo a defesa do clube, Teixeira tratava com Uram de uma negociação que nunca chegou a se concretizar entre Fluminense e Sport pelo percentual de Diego Souza. Além disso, os advogados lembram que um simples e-mail não altera o que diz o contrato original.

