Fluminense busca equilíbrio em clássico contra o Botafogo

Por Folha de São Paulo / Portal do Holanda

22/01/2021 21h33 — em Esportes

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - O técnico Marcão busca fazer o Fluminense engrenar para que o time possa se firmar de vez na briga por uma vaga na próxima edição da Copa Libertadores. Para isso, o treinador tem de ajustar um calcanhar de Aquiles que a equipe vem demonstrando desde a mudança no comando: gols sofridos.

Esse novo modelo entra em jogo neste domingo (24), quando o Fluminense faz um clássico contra o Botafogo, às 20h30, em São Januário, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com Odair Hellmann, que esteve à frente da equipe por 50 partidas e deixou as Laranjeiras no início de dezembro, o Tricolor sofreu 47 gols, média de 0,94. Considerando-se apenas o Campeonato Brasileiro, foram 26 gols em 24 jogos, 1,08 por jogo. Desde o adeus, por outro lado, foram sete jogos e 14 gols sofridos, o que faz a média saltar para dois gols por confronto.

Marcão admite que busca um equilíbrio maior para que, mesmo diante da proposta de jogo, o setor defensivo não fique tão exposto.

"Na verdade, a gente propôs bastante o jogo, mas tomamos gols que realmente foram em momentos ruins. A gente tem até domingo [clássico contra o Botafogo, em São Januário] para ajustar isso na palavra, no treino, para equilibrar. Para estar atacando e não estar sofrendo esse tipo de contra-ataque do adversário. Acredito que temos que sentar, achar os erros cometidos nesse jogo para domingo não cometer os mesmos erros", disse, após o empate com o Coritiba, na última quarta-feira (20).

Além de ter enfrentado problemas para ter uma sequência com a mesma escalação, o treinador também vem realizando testes nos 11 iniciais, desde peças até o esquema, que já variou entre o 4-4-2 e o 4-3-3.

Exemplos das modificações puderam ser vistos ao longo dos últimos jogos. Na zaga, Nino, Matheus Ferraz e Luccas Claro se revezaram para formar a dupla titular. À frente da última linha, Yuri e Hudson vinham sendo os escolhidos, mas Martinelli ganhou espaço nos dois últimos jogos na vaga de Hudson. Na ala esquerda, Egídio foi titular contra o Vasco, primeiro jogo de Marcão, e na última quarta-feira.

Com 47 pontos, o Fluminense está a quatro do Grêmio, que ocupa a sexta colocação, linha de corte para vaga na Libertadores. Após uma oscilação e pressão inicial logo que Marcão assumiu, a equipe busca retomar a boa fase de outrora para figurar novamente no primeiro pelotão do Brasileirão. Mas como a final da Copa do Brasil será entre Grêmio e Palmeiras, o Brasileirão terá uma vaga a mais na Libertadores, que no momento seria do próprio Fluminense.

Para encarar o Botafogo, Marcão terá o desfalque do centroavante Fred, suspenso. O jovem John Kennedy, que fez sua primeira partida e seu primeiro gol na quarta-feira passada, deve ser o substituto.

Já o Botafogo está em desespero. Com 23 pontos, a equipe venceu apenas uma vez nos 12 jogos do segundo turno. O técnico Eduardo Barroca não poderá contar com o zagueiro Kanu, que está se transferindo para o futebol mexicano. A novidade pode ser a volta do goleiro Diego Cavalieri.

FLUMINENSE

Marcos Felipe; Calegari, Luccas Claro, Matheus Ferraz (Nino), Egídio; Martinelli, Yago Felipe, Michel Araújo; Luiz Henrique (Nenê), Lucca, John Kennedy (Felippe Cardoso). T.: Marcão

BOTAFOGO

Diego Loureiro (Diego Cavalieri); Kevin, Marcelo Benevenuto, Rafael Forster (Sousa), Victor Luis; José Welison, Caio Alexandre, Bruno Nazário; Matheus Babi, Pedro Raul, Kalou. T.: Eduardo Barroca

Estádio: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)

Horário: 20h30 deste domingo

Juiza: Edina Alves Batista (SP)

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