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Flu vê torcedor se afastar e tem pior público entre os grandes do Rio

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Arquibancada cheia não é o forte da Taça Guanabara. Ainda assim, o Fluminense conseguiu jogar essa frequência para baixo. Como se não bastasse os problemas alheios ao Tricolor — como o fechamento do Maracanã, a sensação de insegurança nas ruas e a baixa atratividade do torneio —, sua crise afastou ainda mais os torcedores. O clube encerrou a participação no primeiro turno do Estadual como o time grande de menor público e números piores do que em 2017.

Em cinco rodadas da Taça Guanabara, o Fluminense registrou 10.923 pagantes — média de 2.184 por partida. O número é quase a metade do registrado pelo Botafogo, terceiro colocado com 19.708, ou 3.941 por jogo.

O desempenho seria ainda pior não fosse o clássico contra o Alvinegro, pela segunda rodada. Sem contar este duelo, apenas 3.797 tricolores pagaram para ver seu time no Estadual, o que não dá nem mil por partida (949).

A relação entre clube e torcida está longe do ideal. Este ano, os torcedores já organizaram manifestações contra a diretoria na sede das Laranjeiras — numa delas, há uma semana, invadiram o salão nobre durante reunião do Conselho Deliberativo — e cantaram música de protesto durante os jogos. Mas o maior reflexo deste distanciamento é o vazio nas arquibancadas.

Em 2017, quando o Tricolor fez boa campanha e se sagrou campeão da Taça Guanabara, o público foi melhor. Nas cinco primeiras rodadas, foram registrados 18.313 pagantes — uma média de 3.662 por partida.

Entre as principais queixas do torcedor está a asfixia financeira do clube, que perdeu jogadores por falta de pagamento e precisou se desfazer de boa parte da equipe titular, inclusive o artilheiro Henrique Dourado. No último fim de semana, depois de vencer o Macaé diante de apenas 526 pagantes (654 presentes), o técnico Abel Braga pediu à torcida que volte a apoiar o time.

Enquanto o Maracanã não reabre, o Fluminense faz as contas para encontrar uma maneira de reduzir os custos de jogar no estádio. Uma das possibilidades estudadas é fechar o anel superior e receber os torcedores apenas nos setores inferiores. A expectativa é diminuir os gastos em até 50%. Com isso, o Tricolor poderia voltar a ter lucro com partidas no Maracanã.

No único jogo disputado este ano no estádio, o clássico com o Botafogo pelo Estadual, os clubes registraram prejuízo de R$ 145.041,26. Ainda não há data para reabertura do Maracanã, fechado ao futebol para receber festas e shows, e para a troca do gramado.

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