Jonathan Messias Santos da Silva, 33, o torcedor do Flamengo preso suspeito de atirar a garrafa de vidro que matou a palmeirense Gabriela Anelli, é diretor de uma escola municipal no Rio de Janeiro.
O homem é professor concursado desde 2019 e atua como diretor-adjunto da Escola Municipal Almirante Saldanha da Gama, desde fevereiro de 2022. Ele foi preso em casa, em Campo Grande e não possui antecedentes criminais.
Segundo a advogada de Jonathan, Caroline Dias, no dia da confusão, que culminou com a morte da jovem, ele estava em São Paulo com um irmão e dois amigos para assistir a partida.
Nas proximidades do estádio, houve um confronto entre torcedores e, de acordo com a polícia, o homem lançou uma garrafa de vidro contra os palmeirenses. A garrafa acabou batendo em um tapume que separa os grupos e o estilhaço cortou a jugular de Gabriela, que não resistiu.
Jonathan foi identificado por meio de um sistema de reconhecimento facial. A perícia ainda usou sincronização de som do vídeo em que ele aparece com outros torcedores, para identificar de onde partiu a garrafa.
A defesa do flamenguista alega que ele não teve a intenção de ferir e matar ninguém. O argumento é de que tudo foi uma fatalidade, a advogada esclarece ainda, que Jonathan não tem envolvimento com nenhuma torcida organizada como foi veiculado na imprensa nacional.



