O Flamengo se posicionou nesta sexta-feira (25) contra a Medida Provisória que restringe as operações de apostas esportivas no Brasil, a ser assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota oficial, o clube carioca afirmou que "o jogo não vai acabar com uma canetada" e que a medida atinge apenas a parte do setor que o país consegue regular, fiscalizar, tributar e responsabilizar.
No comunicado, o rubro-negro reconhece a necessidade de proteger a população e de combater a jogatina ilegal, mas defende que o caminho passa pela segurança jurídica e pela preservação da capacidade de investimento e da sustentabilidade das instituições esportivas.
O tema afeta diretamente o futebol brasileiro. O próprio Flamengo mantém com a Betano o maior patrocínio do país, avaliado em R$ 266 milhões por ano, e 14 dos 20 clubes da Série A exibem marcas de casas de apostas em seus uniformes.
Dados do Instituto Locomotiva, levantados em maio com 2.291 apostadores, indicam que o mercado ilegal respondeu por 38% a 44% das apostas no primeiro semestre de 2026, abaixo da faixa de 41% a 51% registrada em 2025, redução atribuída ao avanço da regulamentação do setor.
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