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Fla joga pela última vez na Ilha, que não virou Caldeirão

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A Ilha do Urubu vai deixar saudade para o time do Flamengo, que se despede do estádio na temporada hoje, às 19h, contra o Santos, apostando em manter o melhor retrospecto do Brasileiro para ir à Libertadores. O aproveitamento de 80% em 17 jogos, no entanto, não foi suficiente para promover o tão imaginado caldeirão.

A capacidade de 20 mil torcedores não se esgotou nenhuma vez. A média de público chegou a apenas 11 mil, com as últimas sete partidas com balanço financeiro negativo — foram oito no total.

A arrecadação é até positiva, e fez o clube deixar de pagar uma fortuna ao Maracanã. Mas o modelo adotado, com prioridade para sócios, afastou o grande público.

Com a queda de produção recente e os preços altos, o Flamengo chega ao fim do ano com apenas a nona maior média de público: 14.522 pagantes, levando em conta a Ilha e o Maracanã. Número menor até do que os rivais Vasco e Fluminense. Péssimo para o clube mais popular e que já teve a maior média de público do Brasileiro 12 vezes, a última 2009.

O preço dos ingressos não explica tudo, já que, no jogo entre Flamengo e Corinthians, não houve lotação mesmo com ingressos mais baratos.

A explicação é que o torcedor comum ficou de fora. Debruçando-se sobre os borderôs, nota-se que os sócios compraram sempre a grande maioria dos ingressos. O perfil de público, então, tornou-se suscetível ao rendimento da equipe no ano.

Os “consumidores” rubro-negros não se viram mais atendidos, muitos cancelaram o programa de sócio, e a Ilha do Urubu ficou quase às moscas. Em jogos de maior apelo, quando o time estava bem, os preços altos não foram problema. Prova disso foram os duelos com bom público e saldo positivo contra Palmeiras e Grêmio num momento em que o Flamengo ainda sonhava com o título brasileiro.

Apesar de valer vaga na Libertadores, o jogo de hoje ganhou menos apelo, devido à partida de volta da semifinal da Sul-Americana, quarta-feira. O técnico Rueda pode poupar alguns jogadores.

O goleiro Diego Alves realizou ontem pela manhã a cirurgia para reparar a fratura na clavícula direita. A alta do jogador está prevista para hoje. O procedimento foi feito pelos médicos do clube, Márcio Tannure e Gustavo Caldeira, além de Max Ramos.

Diego Alves tem previsão de retorno aos treinamentos de oito semanas e não joga mais pelo Flamengo nesta temporada. Apesar disso, em 15 dias é previsto que ele inicie a fisioterapia e que comece a fazer exercícios com os membros inferiores.

O jogador sofreu uma pancada na semifinal da Copa Sul-Americana, na quinta-feira, diante do Atlético Junior.

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