Policiais mineiros e integrantes da Força Nacional de Segurança fazem bloqueios em cinco pontos de acesso ao estádio, dos quais só serão autorizados a passar pessoas com ingressos ou credenciadas para o jogo. Na segunda-feira, quando manifestantes tentaram se aproximar do Mineirão durante jogo entre Taiti e Nigéria houve confronto com a PM.
O protesto deste sábado é o sétimo realizado na capital e, como nos demais, há uma série de reivindicações que inclui passe livre no transporte coletivo, melhoria na Saúde e Educação, pedidos para a saída de Renan Calheiros (PMDB) da Presidência do Senado, contra o chamado ato médico aprovado pela Casa, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37 que restringe os poderes de investigação do Ministério Público e outras. "Há problemas antigos que precisam ser resolvidos", afirmou Beatriz Cerqueira, presidente da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG) e integrante do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Estado (Sind-UTE), que também participa do protesto.
A manifestação teve início em clima de festa, com a participação até mesmo de crianças. Enquanto aguardavam para iniciar a passeata, manifestantes promoverem roda de capoeira, oficina de confecção de cartazes e outras atividades. A caminhada teve início do som de Para não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré, símbolo dos protestos contra o governo durante o período da ditadura militar.
Segundo a PM, até o início da tarde não havia registro de nenhuma ocorrência no protesto. Além da capital, também são realizadas manifestações em outros municípios mineiros, como Contagem, Betim e Santa Luzia, entre outras.

