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Concessionária acusa Rio-2016 de entregar Maracanã inacabado para governo

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Concessionária acusa Rio-2016 de entregar Maracanã inacabado para governo
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O Maracanã está entregue aos gatos, enquanto o governo estadual e a Maracanã S.A. (Odebrecht e AEG) dizem não ter responsabilidade pela manutenção do estádio — cuja reforma custou R$ 1,3 bilhão aos cofres públicos. A sujeira, a degradação, a falta de luz, os restos de material dos Jogos Olímpicos e os muitos gatos que moram no complexo esportivo ajudam a deteriorar a arena, reformada em 2013.

Na quarta-feira, O GLOBO entrou com exclusividade no estádio e constatou seu estado de abandono. Governo e concessionária responsabilizam o Comitê Organizador Rio-2016 por ter deixado muita coisa por fazer após os Jogos do Rio, fato admitido pela própria entidade. E que isso, junto à falta de manutenção, mudou a cara do estádio — para pior. O governo afirma ter notificado duas vezes o comitê sobre as inconformidades.

Qualquer frequentador assíduo do Maracanã que entrasse no estádio na quarta-feira, dia da visita do GLOBO, se surpreenderia ao encontrar vidros quebrados, portas que não fecham, sete mil cadeiras faltando, buracos na parede e uma arquibancada suja e ainda com restos de comida e bebida derramados durante o Jogo das Estrelas, organizado por Zico. A partida, que levou quase 60 mil pessoas ao estádio, ocorreu em 28 de dezembro. Uma semana depois, o lixo ainda está lá.

O diretor de comunicação do Rio-2016, Mário Andrada, afirma que o comitê entregou o estádio em 30 de outubro como estipulava o Contrato de Autorização de Uso (VUA, sigla em inglês). Ele, no entanto, reconheceu que, pelo contrato de devolução assinado com o governo do estado, ainda há “reparos para serem feitos”, e garantiu que as intervenções serão feitas, mas ressalta que o documento não estipula uma data.

 

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